Servidores municipais de Ponta Grossa continuam a greve, iniciada na terça-feira, pelo atraso no pagamento do salário, pelo sexto mês consecutivo. Eles ainda não receberam integralmente o salário de setembro. Com isto, as creches municipais e conveniadas pela Prefeitura continuam fechadas.
Cerca de 3.500 crianças estão sem atendimento na cidade. Quem sofre são as mães que precisam trabalhar fora. A vendedora Sueli Mendes faltou ao trabalho ontem para ficar com os filhos de 3 e 5 anos. ‘‘Minha família não é daqui e meu marido trabalha o dia todo. Não tenho com quem deixar as crianças’’, reclamava em frente ao portão de uma das creches ontem, para onde foi na esperança de encontrar as portas abertas.
Ontem a Prefeitura conseguiu pagar 75% dos salários de funcionários de 30 entidades conveniadas. Em outras 17 instituições, o salário foi pago integralmente no primeiro dia de greve. Restaram ainda 12 creches, essas municipais, cujos funcionários também receberam 75% do pagamento. ‘‘Esse pagamento desmobilizou um pouco a categoria, mas a maioria pretende continuar parada’’, disse o presidente do Sindicato dos Servidores Municipais, Leovanir Martins.
A preocupação dos servidores é com o salário de outubro, que já devia estar sendo providenciado pela administração municipal. Tanto que o Sindicato dos Servidores já organiza uma assembléia para a próxima terça-feira, com todo o funcionalismo, em frente a Prefeitura.
O presidente da Fundação Proamor, que administra as creches, Luiz Carlos Carvalho, justifica o atraso mostrando o grande número de funcionários. Segundo ele, são cerca de 540 servidores, além dos cargos comissionados e equipes da Zona Azul, que cuidam do estacionamento regulamentado. Só com os salários de funcionários das instituições municipais, a administração gasta por mês R$ 187 mil.

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