Sem um desfecho na queda-de-braço entre o Ministério da Educação e do Desporto (MEC) com funcionários técnico-administrativos e professores, a greve da Universidade Federal do Paraná (UFPR) completa dois meses nesta segunda-feira. Ansiosos, professores e técnicos iniciam a semana com o objetivo de radicalizar.
Fazendo parte de uma ação nacional, os técnicos devem paralisar o Hospital de Clínicas (HC) da UFPR, em Curitiba, no próximo dia 18, data de aniversário do presidente Fernando Henrique Cardoso. A estratégia do protesto ainda está sendo articulada, para garantir a manutenção das atividades essenciais e evitar prejuízos para os pacientes, na maioria pobres.
Na madrugada de terça-feira, a classe também poderá ocupar mais um ponto estratégico da instituição. O local está sendo mantido em sigilo, segundo Luiz Fernando Mendes, diretor de Formação do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de 3º Grau de Curitiba e Região Metropolitana (Sinditest).
Ontem, MEC e representantes dos comandos de greve voltaram a se reunir. Caso não haja a liberação dos salários cortados até segunda-feira, professores iniciam amanhã uma greve de fome, em Brasília. Dois professores do Centro Federal de Educação Tecnológia (Cefet) se candidataram para participar do protesto. Jasomar Vieira da Rocha, de Curitiba, foi excluído porque não foi aprovado na avaliação médica, e Nelson Boki, de Pato Branco, não havia recebido a confirmação até a tarde de ontem.
Sem aulas, os estudantes também pretendem realizar protestos. As ações ainda serão definidas numa assembléia, na noite de segunda-feira.

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