Curitiba - O movimento nacional da greve dos servidores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) ganha corpo no Paraná hoje, dia previsto para adesão total da categoria.
  Segundo informações do Incra-PR, a greve vai prejudicar o repasse dos recursos para as famílias assentadas, através de créditos de fomento e habitação e ainda nos convênios com as prefeituras para execução de obras de infra-estrutura nos assentamentos – que devem ser firmados até o dia 30 de junho.
  O superintendente regional, Celso Lacerda, disse que o governo federal já começou a liberar cerca de R$ 12 bilhões para o Paraná, orçamento que, este ano, teve quatro meses de atraso no repasse, em relação a 2005.
  O Incra-PR possui 140 funcionários e além da sede, em Curitiba, mais duas unidades avançadas em Cascavel e Francisco Beltrão. Nesses dois últimos, os funcionários ainda trabalham normalmente. ‘‘Em Curitiba temos a adesão de 50% dos servidores, por enquanto. A outra metade trabalha no campo e por isso ainda não se somou à greve’’, situa Celso Lacerda.
  Ele diz que os servidores escolheram o momento crucial para interferir no andamento dos serviços do órgão, já que só agora foi liberado o orçamento pela União. ‘‘Metade das 1.050 famílias do assentamento Celso Furtado, em Quedas do Iguaçu, por exemplo, aguarda o depósito do crédito de fomento porque em 2005 não concluímos o pagamento’’, informa ele, se referindo ao crédito no valor de R$ 2,4 mil. ‘‘Temos 115 convênios com prefeituras para serem firmados e a greve pode comprometer as obras nos assentamentos’’.
  A principal reivindicação da categoria é o fortalecimento do órgão, na melhora da estruturação e condições de trabalho e também na contratação de mais funcionários.

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