A greve de um dia feita ontem pelos servidores públicos municipais de Foz do Iguaçu atingiu 80% dos trabalhadores, segundo o sindicato da categoria, e 30%, de acordo com a Prefeitura. Pela manhã, os servidores fizeram um ‘‘panelaço’’ em frente ao Paço. O objetivo deles era se reunir com o prefeito Harry Daijó (PPB), mas não foi possível. O prefeito está em Curitiba.
Os servidores estão reivindicando 25% de reajuste salarial e ainda não receberam nenhuma contra-proposta da Prefeitura. Segundo o sindicato, cerca de 90% dos professores municipais cruzaram os braços e quase todas as escolas municipais ficaram sem aula. Porém, a Secretaria da Comunicação Social informou que boa parte das escolas funcionou sem problemas.
Ainda de acordo com o sindicato, os três maiores núcleos de saúde -nos bairros Morumbi, Profilurb e Petrópolis- foram fechados. O Departamento Rodoviário Municipal também não funcionou.
A paralisação de ontem, segundo o presidente do Sindicato dos Servidores, Luiz Carlos Oliveira dos Santos, foi apenas um alerta. O funcionalismo promete cruzar os braços por tempo indeterminado caso a Prefeitura não abra um canal de negociação.
Em nota oficial, a Prefeitura justificou que paga ‘‘os melhores salários do Paranᒒ e faz comparações com outros municípios. Um levantamento feito pela Secretaria da Administração aponta que os salários pagos para as 13 principais categorias de servidores de Foz do Iguaçu são aproximadamente o dobro do que recebem os mesmos profissionais em outras cidades. ‘‘A diferença maior é na comparação com Cascavel, cidade do mesmo porte e na região, onde alguns cargos registra diferença de até 96%’’, diz a nota.

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