Greve ameaça atendimento no HC
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quarta-feira, 25 de julho de 2001
Luciana Pombo e Israel ReinsteinDe Curitiba 
Os servidores técnico-administrativos do Hospital de Clínicas (HC) o maior hospital universitário do Paraná e da Universidade Federal do Paraná (UFPR) iniciaram ontem, em Curitiba, uma greve por tempo indeterminado. Eles somam 3,5 mil servidores. A maioria, cerca de 2 mil, está lotada no HC. Com a paralisação, os funcionários querem pressionar o governo a conceder 75,48% de reposição salarial, além de outros benefícios.
No primeiro dia de paralisação o Sindicato dos Trabalhadores do Terceiro Grau Público de Curitiba, Região Metropolitana e Litoral (Sinditest) não sabia quantas pessoas tinham aderido o movimento. No entanto, o diretor de formação sindical, Paulo Adolfo, acredita que a adesão deve crescer hoje. É uma greve com representatividade nacional. Não podemos aceitar as determinações do governo federal, destacou Paulo Adolfo. Um setores em que eles esperam maior adesão é o Hospital de Clínicas, que realiza mensalmente 61 mil consultas, cinco mil atendimentos no pronto-socorro e interna mais de 1,8 mil pessoas.
Os grevistas pretendem paralisar os serviços dos hospital gradativamente. O sindicato promete manter apenas os atendimentos considerados de urgência e emergência. As Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), os atendimentos a recém-nascidos e as quimioterapias são serviços que serão garantidos para os pacientes. Mas o diretor interino do hospital, Giovani Loddo, disse que caso a greve prejudique o atendimento, vai pedir aos gestores de saúde municipais e estadual, bem como ao Ministério Público Federal, que tomem providências.
No ano passado, o hospital ficou paralisado por 96 dias. Este ano, a previsão é que a greve dure no mínimo até o dia 5 de agosto, quando haverá uma paralisação nacional de todos servidores federais.
O comando da greve ocupou ontem um dos auditórios da Reitoria da UFPR, onde estão acontecendo algumas apresentações do Festival de Teatro de Bonecos. Hoje, uma nova reunião para mobilizar a categoria será realizada às 14 horas. Os servidores reivindicam, além do reajuste salarial, contratação de pessoal técnico-administrativo, autonomia com democracia na universidade, um plano único de carreiras e salários, revisão da Medida Provisória 2.150/39 que prevê gratificação para todos os servidores com exceção dos aposentados, defesa dos hospitais universitários e fim das discussões sobre a contratação de funcionários no regime CLT (Consolidação das Lei do Trabalho).


