O governo do Estado determinou ontem a liberação dos recursos, que haviam sido bloqueados na última semana, para pagamento do salário de fevereiro para os professores e servidores das três universidades estaduais que estavam em greve. O secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Ramiro Wahrhaftig, garantiu que o dinheiro, cerca de R$ 20 milhões, deverá chegar à conta dos servidores até hoje.
A decisão do governo foi tomada após a realização de assembléias nas universidades de Londrina (UEL), Maringá (UEM) e Cascavel (Unioeste), que decidiram pelo fim da greve que já durava 169 dias. As assembléias acataram indicação do Comando Estadual de greve de encerrar o movimento, aceitando, com ressalvas, proposta de acordo feita pelo governo estadual na semana passada.
Hoje, o secretário e integrantes do comando de greve se reúnem em Curitiba para definirem como ficará a tabela de reajustes com o remanejamento de R$ 35 milhões, dentro do orçamento das próprias universidades, para a folha de pagamento. As partes vão trabalhar na definição do percentual de reposição para que o projeto de lei seja enviado à Assembléia Legislativa no máximo até o início da próxima semana.
O presidente do Sindicato dos Professores, César Caggiano, afirmou que a expectativa é de aprovar o mais rápido possível tabela de reposição salarial. De acordo com a proposta do governo de remanejamento de R$ 35 milhões, a reposição deve variar de 12,8% a 50,05%. Os maiores indices serão para as categorias que ganham menos, de R$ 184,37 a cerca de R$ 300,00.
Segundo a agência estadual de notícias e como previa a proposta que colocou fim à greve, o governo retirou o pedido de urgência para a votação do projeto de autonomia das universidades, que garante 9% do ICMS do Estado às instituições.
NA UEL, a previsão da reitoria é de que o calendário de 2001 seja retomado na segunda-feira, com o reinício das aulas para todos os alunos a partir do segundo ano. Hoje pela manhã, 45 servidores começam os trabalhos de limpeza no Centro de Ciências Biológicas (CCB) e na reitoria. A presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde de Londrina, Ana Maria da Cruz, disse que o retorno total ao trabalho deverá ocorrer a partir do turno das 7 horas.
O reitor da UEL, Pedro Gordan, adiantou que a intenção é que o calendário de atividades relativos a 2001 seja encerrado oficialmente na primeira semana de junho.

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