Greenpeace atua em Cubatão
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segunda-feira, 18 de janeiro de 1999
Agência Folha 
A presença de manifestantes da organização ambientalista Greenpeace poderá começar a prejudicar, a partir desta semana, a movimentação de cargas no terminal marítimo da multinacional Dow Química, situado na margem esquerda do porto de Santos (SP). Desde sexta-feira, o Greenpeace mantém, em sistema de rodízio, quatro militantes acorrentados a barris que supostamente contêm resíduos industriais contaminados com substâncias tóxicas.
De acordo com a entidade, os resíduos são descartados pela empresa nos rios próximos ao complexo industrial da Dow Química, no Guarujá (SP). O gerente de Saúde, Segurança e Meio Ambiente do complexo industrial da Dow Química, Luiz Mello, afirmou que a presença dos ativistas poderá atrapalhar a operação de pelo menos um navio, aguardado para hoje ou amanhã. O coordenador de campanhas do Greenpeace no Brasil, Délcio Rodrigues, disse que os ativistas só deixarão o terminal quando a Dow assumir o compromisso de suspender a poluição industrial.
Em caso de chegada de algum navio, a responsabilidade passará a ser da Guarda Portuária, afirmou Luiz Mello. A empresa afirmou que não pode assumir compromissos com o Greenpeace porque o ponto de descarte de resíduos é controlado pela Cetesb (agência ambiental paulista), que não vem constatando nenhuma irregularidade. Ontem, moradores de Cubatão fizeram manifestação contra o Greenpeace no porto. Eles afirmaram que a entidade está prejudicando a imagem da cidade.


