O secretário de Planejamento, Rafael Greca, disse ontem em Maringá que o governo estadual está sem recursos para investir nas universidades estaduais este ano porque a ‘‘arrecadação está caindo muito’’. Greca fez a palestra de abertura do II Fórum de Extensão e Cultura da Universidade Estadual de Maringá (UEM), iniciado ontem no auditório Ney Marques, no campus da UEM.
Segundo Greca, o ‘‘Estado está com fortes problemas de arrecadação, causados principalmente pela desobrigação das exportações e pelo fato de o Paraná não receber os impostos pagos pela energia gerada, num total de R$ 800 milhões anuais. No caso das universidades, se der para cumprir com o orçamento já será ótimo’’.
O secretário garantiu que a principal preocupação do governador Jaime Lerner (PDT) é com o desenvolvimento agrícola e criticou o senador Roberto Requião (PMDB), que, segundo ele, estaria atrasando a liberação de empréstimo do Banco Mundial no valor de R$ 170 milhões destinado ao financiamento de pequenas propriedades agrícolas.
Greca anunciou que a região de Maringá será beneficiada pelo convênio já firmado entre a universidade italiana de Pádua e o Iapar para a produção de embriões do bicho-da-seda: ‘‘O banco genético dos italianos tem pelo menos 120 espécies de bichos-da-seda, que serão desenvolvidos em Londrina e Maringᒒ.
Para desenvolver a parceria e a extensão do trabalho universitário, ele sugeriu que as universidades estaduais façam convênios com as prefeituras para aplicações de soluções urbanas e com cooperativas e organizações não-governamentais (ONGs). ‘‘É preciso aumentar a presença universitária na comunidade. Para isso, temos de desenvolver teses voltadas para a realidade da comunidade. Temos que romper a barreira escolástica e ir para a rua. Vamos apresentar projetos para o BNDES, que está forrado de dinheiro aguardando nossas sugestões’’. Greca disse ainda que a extensão é a filha pobre da universidade. ‘‘Com ela, poderemos dividir o conhecimento com a comunidade.’’

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