Greca defende manutenção do projeto
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quarta-feira, 06 de agosto de 1997
Guilherme Pupo 
Curitiba
Arquivo FolhaEx-prefeito defende a construção de mais 111 Faróis do Saber em CuritibaO ex-prefeito Rafael Greca, chefe da Casa Civil do governo estadual e autor do projeto Faróis do Saber quando foi prefeito de Curitiba, disse ontem que o município poderia contar com pelo menos um Farol para cada duas escolas da cidade. Se a idéia fosse colocada em prática, a prefeitura teria que construir mais 111 unidades (cada uma a um custo médio de R$ 200 mil). Hoje existem 36 Faróis e quatro em fase de acabamento, para um total de 303 escolas municipais e estaduais em Curitiba. As bibliotecas comunitárias estão localizadas nos bairros e próximas a escolas. Hoje, 108 mil usuários retiram 100 mil volumes por mês.
A Folha publicou na edição de ontem matéria informando a intenção da prefeitura de Curitiba de suspender a construção dos Faróis. O prefeito Cassio Taniguchi disse ontem que a prefeitura vai terminar a construção dos faróis que já estão programados (quatro unidades) e que a prioridade é utilizar os recursos para equipar as unidades já existentes. O objetivo é iniciar até o final do ano a implantação de acessos à Internet nos Faróis.
Sobre o custo de construção dos Faróis, uma das principais críticas dos opositores ao projeto, Rafael Greca comenta que um Farol vale quatro carros burgueses ou 250 metros de asfalto. Para ele, se os recursos fossem aplicados na melhoria ou construção de bibliotecas escolares -como sugeriu o vereador Tadeu Veneri (PT) - , o resultado não seria charmoso, ficaria quadrado e não chamaria a atenção.
O ex-prefeito também defende a expansão do projeto para a Região Metropolitana de Curitiba e todo o Paraná. Ele observou que já existe um Farol em São Luís (MA) e outro em Ribeirão do Pinhal (interior do Estado). A maioria dos prefeitos já pediu Faróis ao governo do Estado, disse.
Greca informa que as 36 unidades existentes foram construídas com recursos próprios da prefeitura, previstos no orçamento municipal e aprovados pela maioria dos vereadores. A Secretaria Municipal de Educação havia informado que a construção teria sido financiada pelo Banco Mundial.


