Gravidez atinge 25% na América Latina
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Jamil Chade<br> Agência Estado 
Genebra Quase 25% das adolescentes na América Latina já engravidaram. O alerta faz parte de um estudo do Programa da ONU para o Desenvolvimento (PNUD) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT), publicado na quinta-feira, em Genebra. Segundo a avaliação, a região tem um dos índices mais altos do mundo e segue uma tendência contrária ao que ocorre em outros continentes.
De acordo com o estudo, há uma queda importante no índice de gravidez entre meninas de menos de 20 anos. Na AL, porém, a situação é diferente e apenas a África tem um índice de gravidez de adolescentes maior que a região. Mas a gravidez está também relacionada com a pobreza. Entre meninas com maior renda no continente, o número daquelas que passaram por um parto é de menos de 5%. Já nas camadas mais pobres, a taxa é superior a 30%. A preocupação da ONU é de que essas meninas são as primeiras a deixar a escola. O fenômeno, segundo a ONU, ainda reforça a desigualdade de gêneros na América Latina.
O estudo aponta também que 100 milhões de mulheres latino-americanas trabalham, cerca de 50% das mulheres da região. Na faixa entre 20 e 40 anos, são 70%. No Brasil, a média chega a quase 60%. O PNUD ainda aponta que as jornadas de trabalho delas são maiores que as dos homens e que, mesmo assim, a renda continua mais baixa.


