Ge­ne­bra – Qua­se 25% das ado­les­cen­tes na Amé­ri­ca La­ti­na já en­gra­vi­da­ram. O aler­ta faz par­te de um es­tu­do do Pro­gra­ma da ONU pa­ra o De­sen­vol­vi­men­to (­PNUD) e da Or­ga­ni­za­ção In­ter­na­cio­nal do Tra­ba­lho (OIT), pu­bli­ca­do na quin­ta-fei­ra, em Ge­ne­bra. Se­gun­do a ava­lia­ção, a re­gião tem um dos ín­di­ces ­mais al­tos do mun­do e se­gue uma ten­dên­cia con­trá­ria ao que ocor­re em ou­tros con­ti­nen­tes.
  De acor­do com o es­tu­do, há uma que­da im­por­tan­te no ín­di­ce de gra­vi­dez en­tre me­ni­nas de me­nos de 20 ­anos. Na AL, po­rém, a si­tua­ção é di­fe­ren­te e ape­nas a Áfri­ca tem um ín­di­ce de gra­vi­dez de ado­les­cen­tes ­maior que a re­gião. Mas a gra­vi­dez es­tá tam­bém re­la­cio­na­da com a po­bre­za. En­tre me­ni­nas com ­maior ren­da no con­ti­nen­te, o nú­me­ro da­que­las que pas­sa­ram por um par­to é de me­nos de 5%. Já nas ca­ma­das ­mais po­bres, a ta­xa é su­pe­rior a 30%. A preo­cu­pa­ção da ONU é de que es­sas me­ni­nas são as pri­mei­ras a dei­xar a es­co­la. O fe­nô­me­no, se­gun­do a ONU, ain­da ‘‘re­for­ça a de­si­gual­da­de de ­gêneros’’ na Amé­ri­ca La­ti­na.
  O es­tu­do apon­ta tam­bém que 100 mi­lhões de mu­lhe­res la­ti­no-ame­ri­ca­nas tra­ba­lham, cer­ca de 50% das mu­lhe­res da re­gião. Na fai­xa en­tre 20 e 40 ­anos, são 70%. No Bra­sil, a mé­dia che­ga a qua­se 60%. O ­PNUD ain­da apon­ta que as jor­na­das de tra­ba­lho de­las são maio­res que as dos ho­mens e que, mes­mo as­sim, a ren­da con­ti­nua ­mais bai­xa.

mockup