Grávida é vítima de violência policial em Foz
Grávida é vítima
de violência
policial em Foz
Christian RizziMulher é colocada à força no banco traseiro de um carro da Guarda Municipal, às 15h30 de quarta-feira
De Foz do Iguaçu
A reportagem da Folha flagrou, anteontem à tarde, um caso de violência cometida por policiais militares e guardas municipais de Foz do Iguaçu. Aos empurrões, os quatro policiais dois de cada corporação obrigaram uma mulher grávida de sete meses a entrar em um carro da Guarda Municipal. O caso ocorreu às 15h30. Andréa Silveira, 19 anos, estava sentada, com uma sacola plástica na mão, nos degraus de um prédio da Avenida Brasil, no centro da cidade. Um GM e um PM se aproximaram da mulher, insistindo para que ela fosse até o carro.
Andréa se recusava a acompanhá-los e dizia que queria permanecer ali, porque não estava fazendo mal a ninguém. O PM tentou então revistar a sacola da mulher, no que encontrou resistência. Depois, os dois policiais, ajudados por outros dois, que haviam acabado de chegar, ergueram Andréa à força e a levaram, aos empurrões, até o veículo, com placa AIL 2787.
Segundo o 14º Batalhão da Polícia Militar, os policiais foram chamados ao local por comerciantes, que acusavam a mulher de estar perturbando. A corporação afirmou também que, em abordagem anterior à presenciada pela Folha, Andréia teria ofendido um dos PMs com palavrões. O coronel Renato Ribeiro Peres, comandante da PM em Foz, não foi localizado ontem.
O tenente Acácio Zeferino Filho, diretor-técnico da GM, disse que a corporação poderá abrir sindicância para apurar o episódio. Na ficha de ocorrência da GM consta que Andréa, que mora em uma favela da cidade, foi encaminhada à Polícia Civil, autuada por vadiagem (crime previsto no Código Penal), e depois liberada.





