Grávida é degolada em Arapongas
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segunda-feira, 05 de abril de 2004
Alan Maschio e Lúcio Flávio Moura<br> Reportagem Local 
Arapongas A dona-de-casa Marisol Lopes Machado Gouveia, 26 anos, foi degolada com uma faca na madrugada de anteontem em sua casa, na área central de Arapongas (37 km a oeste de Londrina). Marisol estava grávida de oito meses e foi encontrada pelo marido, Fabiano Marchi Vieira de Gouveia, que afirmou ter saído para encontrar a cunhada. A equipe do Siate tentou salvar a vida do bebê, mas não foi possível.
Segundo o delegado de Arapongas, Sérgio Luiz Barroso, foram roubados um vídeo-game (que também funciona como um DVD) e a bolsa de Marisol, onde estavam guardados R$ 1,3 mil em dinheiro. Outros R$ 7 mil que estavam no guarda-roupa do casal também desapareceram. Um aparelho de som, roubado da casa, foi encontrado nas proximidades. Testemunhas afirmaram à polícia que um homem branco e alto foi visto saindo da casa de Marisol com um volume sob a camisa, no mesmo horário em que supostamente ocorreu o homicídio, por volta de 0h30.
Barroso disse que a polícia ainda não tem suspeitos para o crime e trabalha com qualquer possibilidade. ''Pedimos a ajuda da comunidade. Se alguém tiver alguma informação, por favor, nos ligue.'' A pena para latrocínio (roubo seguido de morte) pode chegar a 30 anos de prisão.
A alta quantia em dinheiro, que estava na casa, foi ganha no Exterior. Marisol e Fabiano haviam voltado há um mês de Portugal, onde trabalharam por três anos e onde se casaram havia 15 meses.
Arapongas vive uma onda de homicídios desde o início do ano. Até agora, foram seis assassinatos, sendo três a facadas.
Ontem, o auxiliar-geral Carlos Roberto de Oliveira, 20 anos, se apresentou à polícia para confessar o assassinato de Vítor Contato de Oliveira, morto em sua casa com três facadas no pescoço, na madrugada do dia 28. O corpo foi encontrado no dia seguinte, ao meio-dia.
Segundo a versão do suspeito, ambos se encontraram em um bar na noite anterior ao crime. A vítima teria convidado o auxiliar-geral para fumar um ''baseado'' (cigarro de maconha) em sua casa. Ao trancar portas e o portão, Vítor passou a assediar sexualmente Carlos Roberto, que preferiu ir embora.
De acordo com o depoimento, Vítor que já tinha antecedentes policiais (tentativa de homicídio, roubo e estelionato) passou, então, a ameaçá-lo com uma faca. Os dois começaram a brigar e o auxiliar-geral levou a melhor e usou a própria faca da vítima para matá-la. Também em março, no Jardim São Remo, um homem foi morto a facadas no pescoço. O delegado descartou conexão entre os homicídios.


