O delegado Francisco José de Moraes, de Santa Mônica (93 quilômetros de Paranavaí), abriu inquérito ontem para apurar a morte do aposentado Valdemar da Silva, 67 anos, e da mulher dele, Crenilda Ramos Pires, 36, que estava grávida de sete meses. Segundo vizinhos do casal, os dois começaram a discutir no início da noite de anteontem. Os dois filhos do casal, de sete e 12 anos, deixaram a casa no início da discussão.
Os vizinhos chamaram a polícia, que só chegou depois que três disparos foram ouvidos dentro da casa. O delegado acredita que Silva matou a esposa com um tiro na barriga e outro nas costas, e depois se suicidou com um tiro na cabeça. Os corpos foram encontrados pelos vizinhos, que ainda tentaram socorrer Crenilda. Ela chegou sem vida ao hospital da cidade.
Segundo vizinhos, o casal vinha se desentendendo desde que a mulher ficou grávida. Segundo informações não confirmadas pelo delegado, Silva acusava a mulher de estar grávida de outra pessoa. Isso explicaria o tiro na barriga. Testemunhas começam a ser interrogados na próxima segunda-feira.
Lesões A polícia de Paiçandu (10 quilômetros de Maringá) prendeu anteontem à noite os irmãos Antonio Rui Alves, 30 anos, Claudemir Crisma Alves, 21, e Clodoaldo Crisma Alves, 23, acusados de lesões corporais, desacato e interferência em ação policial. Os três estavam no Bar do Paraíba, no Jardim Pioneiro, quando Antonio esfaqueou Adelino José Ragazi, 29 anos.
Ragazi teve o tórax e o braço perfurado. Apesar da gravidade dos ferimentos, está fora de perigo. Policiais civis e militares que atenderam a ocorrência localizaram os três irmãos em casa, no mesmo bairro. Ao tentarem prender Antonio, foram atacados pelos outros dois irmãos. Um policial militar ficou ferido. O delegado de Paiçandu, José Luiz Moron, autuou os três em flagrante.

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