O município de Castro decretou ontem estado de emergência. Está cada vez mais crítica a situação no interior do município, localizado a 40 quilômetros de Ponta Grossa, que na manhã de ontem e na madrugada de segunda-feira foi atingido por fortes chuvas de granizo. Conforme levantamento feito pela prefeitura de Castro, 265 residências foram danificadas e 1.120 pessoas ficaram desabrigadas.
As localidades mais atingidas foram o Distrito de Abapã, São Sebastião, Pãina e São Luiz dos Machados. Com o apoio do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar, a prefeitura ainda está mapeando as ocorrências no município, que pode ter autras regiões atingidas. Como o município é muito grande, com 2.674 quilômetros quadrados, a prefeitura está tendo dificuldade de fazer um levantamento exato dos prejuízos e da área comprometida.
Segundo Gelson Telles, chefe de gabinete do município de Castro, alguns desabrigados estão alojados em escolas e prédios públicos localizados na zona rural. Outros se abrigaram em casas de parentes, vizinhos e amigos. Os que não quiseram deixar suas casas foram atendidos com lonas.
A Defesa Civil do Estado foi acionada e ontem mesmo mandou para Castro 1,5 mil telhas, 150 cobertores e uma pequena quantidade da chamada super-sopa. De acordo com Gelson, essa ajuda é bem vinda, mas ainda não é suficiente. Somente de telhas serão necessárias 15 mil. Empresas e a populaçãoem geral de Castro estão fazendo doações.
A intensidade da chuva, que caiu ontem durante o dia todo, dificultou ainda mais o trabalho de auxílio às vítimas do temporal. A prefeitura colocou toda a sua estrutura à disposição dos desabrigados, com máquinas, tratores e pessoal responsável pela saúde e assistência social do município.
Na área urbana os problemas maiores foram com a queda de diversas árvores. Entre segunda e terça-feira, o Corpo de Bombeiros registrou nove queda de árvores. Na cidade também houve casos onde o granizo danificou algumas casas, mas foi com uma intensidade menor do que as ocorrências na zona rural.
Um levantamento vai ser feito sobre o prejuízo na agricultura. O trigo, que começa a entrar no período de colheita, foi o mais atingido. Informações preliminares dão conta de que as perdas podem atingir 50% dos 6,5 mil hectares plantados.

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