Uma chuva de granizo que durou somente dois minutos deixou a cidade de Janiópolis (41 km de Campo Mourão), em estado de emergência, ontem de manhã. Todos os imóveis da área central cobertos com telhas de cimento amianto e as mais de 400 casas dos seis conjuntos habitacionais da cidade ficaram destelhadas.
O Mutirão 2, com mais de 50 casas, foi o bairro mais atingido. A prefeitura, escolas, postos de saúde e o hospital municipal tiveram a cobertura danificada. Não houve feridos, mas a prefeitura teve que transferir os cinco pacientes internados no Hospital Municipal para Goioerê.
Marcos NegriniAuxílio imediatoOntem, centenas de pessoas se aglomeraram no ginásio de esportes da cidade em busca de ajuda da prefeitura para cobrir as casasOntem, centenas de pessoas se aglomeraram no ginásio de esportes da cidade em busca de ajuda da prefeitura para cobrir as casas. ‘‘Compramos todo o estoque de lona, inclusive de cidades vizinhas, e estamos buscando mais em outras regiões’’, disse ontem à tarde o prefeito Júlio Batista Guimarães (PPB). Ele decretou estado de emergência e acionou o governo do Estado para socorrer o município. ‘‘Ainda não precisamos alojar ninguém porque parou de chover. As pessoas estão em busca de lona ou telha’’, informou.
Aproximadamente mil casas e dezenas de imóveis comerciais tiveram os telhados destruídos. Cerca de 1.500 crianças foram dispensadas das escolas e das creches, também destelhadas.
‘‘Pelo menos 80% das famílias atingidas são de baixa renda e dependem de ajuda para cobrir as casas’’, disse o prefeito. Ontem à tarde ele ainda não tinha calculado os prejuízos. Garantiu, no entanto, que a prefeitura não tem dinheiro para custear a ajuda aos desabrigados. ‘‘Estamos buscando ajuda do governo’’, admitiu.
Na área agrícola, apenas algumas lavouras de trigo e tomate foram atingidas. ‘‘De manhã nem previsão de chuva tinha para a região e olha o que aconteceu’’, disse Guimarães. Os moradores da cidade ficaram inpressionados com a força do granizo.
‘‘As pedras eram pequenas, mas bateram com muita força nos telhados’’ contou a secretária Elizabete Fonseca, que trabalha na Casa Paroquial de Janiópolis. ‘‘A força das pedras era tanta que perfuraram o telhado do Salão Paroquial, que é de zinco, e desmancharam as antenas parabólicas’’.

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