Granizo causa destruição e deixa famílias desabrigadas
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segunda-feira, 11 de setembro de 2000
Dimitri do Valle De Curitiba 
Quinze minutos de fortes ventos e chuva de granizo destelharam pelo menos 600 casas em Imbituva (40 km a Oeste de Ponta Grossa) por volta das 22 horas de domingo. Ninguém ficou ferido. O temporal obrigou as autoridades municipais a decretarem estado de calamidade pública. Cerca de 300 pessoas estão alojadas em escolas do município e salões paroquiais. A Prefeitura não tem um número final de desabrigados. Há casos de famílias que estão voltando para suas residências temendo saques.
A população recebeu da Defesa Civil lonas plásticas durante todo o dia de ontem. O secretário municipal de Administração, Elton Rodrigues de Oliveira, calcula que serão necessárias 30 mil chapas de Eternit para cobrir as casas atingidas pelo granizo. Nos últimos 23 anos, foi a quarta tempestade registrada na cidade, que tem aproximadamente 30 mil habitantes. Tivemos uma verdadeira desgraça, afirmou o secretário.
O bairro mais castigado foi o Vila Zezo, uma região carente com cerca de 1,4 mil moradias. Só ali, 600 construções perderam o telhado, que virou alvo de pedras de gelo que chegavam a pesar 150 gramas. A creche do Zezo teve que ser fechada. O impacto do granizo contra as paredes da edificação foi tão violento que o reboco foi arrancado. Parecia rajada de metralhadora, contou Elton de Oliveira.
A prefeitura também registrou danos em casas da Vila Tangará, Vila Arenito e Vila Cabral. Na região de Guarapuava, mais prejuízo. Árvores caídas sobre automóveis e telhados de postos de combustíveis perfurados pelo granizo transformaram a paisagem depois do vendaval. Elton de Oliveira disse que diante dos estragos, vai pedir ajuda ao governo do Estado. A prioridade é distribuir colchões e cobertores para os desabrigados.
Durante o temporal, o abastecimento de energia em Imbituva ficou suspenso durante três horas. A força do vento causou a queda de um poste numa das ruas da Vila Zezo.


