Londrina - Grande parte dos candidatos atendidos por meio da parceria entre a Secretaria Municipal de Assistência Social e a Agência do Trabalhador possui Ensino Fundamental incompleto e uma vasta experiência nos "bicos" feitos como forma de sobrevivência nas ruas. O jovem Willian Aparecido de Souza, de 25 anos, se enquadra neste perfil. "Eu não consegui estudar muito, mas aprendo rápido", contou.
Souza começou a trabalhar cedo. Aos 11 anos virou cortador de cana no interior de São Paulo. Decidido a recomeçar, ele passou a morar nas ruas em busca de independência. Em Londrina, o jovem conseguiu ajuda na Casa do Bom Samaritano e foi encaminhado há um mês para uma vaga de emprego em uma empresa de depósito de cimento. "Nunca tive sonho de ser alguma coisa na vida. Eu achava que era muito difícil. Agora eu até quero voltar a estudar, quando der, mas preciso primeiro achar um lugar para morar", destacou.
Também morador da casa, Amauri de Camargo Vicente ressaltou que enfrenta outra dificuldade para conseguir uma oportunidade no mercado de trabalho. "Além de ser morador de rua, a idade atrapalha. Queria emprego nessa área de conferência de mercadoria, mas está difícil", desabafou. Aos 56 anos, Vicente perdeu todos os documentos, mas mantém o sonho de deixar o abrigo. "Eu quero voltar a trabalhar. Pode ser de qualquer coisa. É preciso recomeçar um dia", destacou. (V.C.)

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