Grande Londrina quer tarifa mais cara
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segunda-feira, 06 de janeiro de 1997
Da Redação 
O vereador Salvador Francisco (PSDB), recém-eleito presidente da Comissão de Defesa do Consumidor na Câmara, entra hoje com um pedido de informações junto à Companhia Municipal de Urbanização (Comurb) sobre o reajuste tarifário de 25% protocolado pela Grande Londrina, no dia 2, um dia após a posse do novo prefeito Antonio Belinati. Ele se diz indignado com a forma como foi feito o pedido, na calada da noite, sem se comunicar à imprensa e à população. Salvador Francisco quer conhecer os motivos que possam justificar a inesperada solicitação de aumento. Até porque, no dia 27 de janeiro, vence a concessão do transporte coletivo em poder da empresa Grande Londrina. Essa atitude é de um autoritarismo inaceitável. A empresa nem sabe se vai continuar tendo exclusividade no transporte e já está pedindo aumento, critica o vereador. Salvador Francisco alega ainda que não existem justificativas econômicas para o pedido de aumento das tarifas de ônibus, que passariam de R$ 0,60 para R$ 0,75. A inflação, em 1996, não ultrapassou 10%, sem contar que o último aumento tarifário, de 20%, entrou em vigor em junho do ano passado. E o aumento dos combustíveis, nos últimos seis meses, esteve bem abaixo daquele índice.
Segundo o vereador, o reajuste proposto pela empresa deve ser discutido seriamente pela comunidade. Só o fato de ter sido protocolado silenciosamente e descoberto meio por acaso, já é motivo suficiente para causar indignação, diz.
Procurado pela Folha de Londrina, o empresário Manoel Lopes, proprietário da Grande Londrina, admite que realmente entrou com o pedido de aumento tarifário de 25% e que os motivos do reajuste têm fundamentos técnicos que constam do requerimento já protocolado na Comurb. Sem entrar em detalhes, Manoel Lopes afirma que está aguardando a decisão da Prefeitura.


