A empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL) protocolou na quinta-feira junto à Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) um pedido de reajuste da tarifa do transporte coletivo. A direção da empresa alega que a tarifa atual, de R$ 1,35, vigente desde dezembro de 2002, ocasionou perdas significativas, provocando desequilíbrio econômico do sistema.
O gerente da TCGL, Gildalmo Mendonça, não quis falar índice de reajuste. Mas frisou que a tarifa cobrada em Curitiba está em R$ 1,70, enquanto que Foz do Iguaçu e Ponta Grossa fixaram seu valor em R$ 1,50. ''Não há ainda como falar em um reajuste ideal, mas não só as empresas como o sindicato dos empregados estão preocupados em não sacrificar o usuário'', complementou.
No documento encaminhado à CMTU, a TCGL alega que além das perdas ocorridas nos últimos cinco meses, tem início imediato a discussão salarial com o sindicato dos empregados. O dissídio coletivo ocorre no mês que vem. Segundo Mendonça, os empregados estão solicitando correção salarial de 100% do INPC, mais 5% a título de produtividade.
O gerente da TCGL afirmou ontem que existem várias despesas com as quais a empresa está sofrendo perdas. As defasagens estariam em ítens como a alíquota do ISS, que é agora de 2% e estava em 1% na planilha que embasou o último reajuste; no aumento dos preços de peças, pneus e carrocerias; e nos reajustes do salário e na participação de resultados dos funcionários.
A planilha, ressaltou Mendonça, trazia o litro do diesel em R$ 1,14. ''Pagamos nos últimos meses R$ 1,40 por litro e, mesmo com a diminuição do preço, ainda estamos pagando R$ 1,28, mais do que o valor utilizado da última planilha'', relatou, lembrando que o combustível responde por 25% dos custos da empresa.
O presidente da CMTU, Wilson Sella, informou que o pedido da empresa será analisado pela equipe técnica da companhia. Ele disse que já foi iniciada a coleta de dados para a análise do pedido de aumento, mas afirmou não ter ainda qualquer estimativa sobre a concessão ou não do aumento. Ele explicou que será necessário pelo menos uma semana para que todos os dados seja levantados e calculados. Segundo ele, somente após a conclusão dos estudos é que será possível definir a necessidade de reajuste tarifário e mesmo o percentual a ser aplicado.
No próximo dia 26 será definida, através de licitação, a empresa de consultoria a ser contratada pela CMTU para realizar um diagnóstico do atual sistema de transporte coletivo, bem como o estudo sobre o novo modelo a ser adotado no município após licitação do serviço. As propostas de empresas interessadas podem ser enviadas até dia 23.

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