‘‘A TCGL não tem intenção de suspender as ações judiciais em andamento’’. Foi o que afirmou ontem o advogado da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina, Ronaldo Gomes Neves. Ele diz que a TCGL vai continuar pleiteando a prorrogação do contrato de permissão por mais 10 anos, independente da abertura de licitação do transporte coletivo.
A informação contraria o que foi dito por um dos sócios da TCGL, Pedro Constantino. Na época em que assumiu a Grande Londrina, ele afirmou que poderia desistir das ações, permitindo que a Prefeitura realizasse o processo de licitação do transporte coletivo.
Gomes Neves informou que a empresa não apresentou recurso contra a decisão do juiz do Tribunal de Justiça do Estado, Henrique Lenz César, que em março cassou a liminar que suspendia decreto permissionário da Prefeitura.
A liminar favorável à TCGL havia sido concedida pelo juiz da 1ª Vara Cível, Manoel Silveira, em 4 de fevereiro. Garantia à TCGL o direito de continuar operando o serviço, mesmo diante do decreto permissionário anunciado pelo prefeito Antonio Belinati, em 24 de janeiro. Pelo decreto, as 10 linhas da zona sul deveriam ser atendidas, com exclusividade, pela empresa Francovig.
Gomes Neves informou que o processo está parado e a empresa aguarda o julgamento sobre a exceção de suspeição do juiz da 7ª Vara Cível, José Cichoki Neto encaminhada ao TJ. Através do pedido, a TCGL espera afastar o juiz que, por determinação do TJ, assumiu em fevereiro os processos referentes ao transporte coletivo. A TCGL entende que a atuação do juiz tem sido parcial. Em fevereiro, Cichocki Neto revogou liminar que suspendeu o passe livre a deficientes físicos no transporte coletivo.
(Luka Morais)

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