Municípios da Grande Curitiba registraram dez invasões de áreas particulares durante o feriado de Carnaval. Os casos foram atendidos pelo Comando do Policiamento da Capital (CPC) que mobilizou homens para retirar os invasores dos terrenos ocupados. Preocupada com a situação, que sempre se agrava nos feriados, a Companhia de Habitação de Curitiba (Cohab-CT) promete ampliar este ano as regularizações fundiárias e os financiamentos de imóveis para famílias sem-teto.
Uma das maiores invasões registradas no último feriado ocorreu no bairro Pinheirinho, em Curitiba, onde cerca de 300 pessoas ocuparam uma área de aproximadamente 10 mil metros quadrados. Os invasores, inclusive crianças, foram expulsos pela PM, que chegou utilizar bombas de gás lacrimogêneo. O proprietário da área contratou uma empresa de segurança para evitar que as pessoas voltassem ao local.
Cohab - Para evitar que as invasões de áreas continuem acontecendo na cidade, a Prefeitura de Curitiba pretende repassar este 9,7 mil terrenos e regularizações fundiárias. ‘‘As metas da Cohab-CT para este ano são ambiciosas’’, diz o coordenador do Projeto Habitação da Prefeitura de Curitiba, Marco Aurélio Becker. Segundo ele, o número corresponde a um aumento de 366% em relação ao que foi feito no ano passado, quando 2.648 regularizações fundiárias e repasses de imóveis foram realizados, a um custo de R$ 7,8 milhões.
Este ano, a Cohab-CT vai regularizar 3,7 mil terrenos, distribuir 2,8 mil lotes e 489 casas, estes em parceria com o Departamento Nacional de Estradas e Rodagem (DNER) e com o Rotary Club (50 unidades).
Para garantir o atendimento de mais pessoas a Cohab-CT decidiu formalizar parcerias com a iniciativa privada, que vai ficar responsável pela distribuição de cerca de 2,6 mil lotes. O problema para os interessados é que estes imóveis não são vendidos com os mesmos prazos de pagamento e taxas de juros utilizadas pela companhia de habitação. ‘‘Enquanto um terreno da Cohab-CT é repassado por R$ 4 mil ou R$ 5 mil com taxas de 6% mais TR, financiados em até 20 anos, a iniciativa privada trabalha com juros de 6% a 12% mais TR, e com prazo máximo de cinco anos para pagamento’’, diz Becker.
Atualmente, a fila da Cohab possui 62 mil inscritos, que esperam até quatro anos para adquirir o terreno ou a casa própria. No ano passado, 54 mil pessoas aguardavam o benefício.

mockup