Granada explode carro de soldado da PM
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terça-feira, 21 de outubro de 2008
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Uma granada explodiu na manhã de ontem dentro de um Santana pertencente a um policial militar de Londrina, que teve a identidade preservada. O carro estava estacionado no pátio da 4 Companhia Independente da Zona Norte quando houve a explosão. Ninguém ficou ferido mas o veículo ficou bastante danificado. A suspeita é que o artefato estivesse escondido entre o assoalho e o tapete do lado traseiro direito.
Conforme o subcomandante da Companhia, capitão Nelson Villa Júnior, os primeiros indícios sugerem que a granada tenha sido colocada já sem o pino dentro do carro. Ela não teria explodido porque o capacete (peça que impede ou ativa a detonação) continuou pressionado entre o tapete e o assoalho do veículo. ''Provavelmente, com a movimentação do veículo, trepidações e outros impactos, a granada tenha se movimentado e explodido'', comentou o capitão. O soldado havia estacionado o carro no pátio do quartel por volta das 7h30 e a explosão aconteceu cerca de uma hora depois.
A força explosiva da granada abriu dois grandes buracos no assoalho do veículo e os estilhaços perfuraram a lataria do teto e da porta traseira direita e também os bancos. Os vidros todos explodiram. Houve um princípio de incêndio na parte de baixo que foi rapidamente controlado. Outros veículos que estavam próximos não foram atingidos.
O soldado relatou ao comando que teria comprado o carro há cerca de dois anos e garantiu que não era o dono da granada. Ele também declarou que não teria inimigos nem teria recebido ameaças recentemente. Como o policial atua em âmbito administrativo, há poucas chances da explosão ter relação com sua atividade profissional. De domingo para segunda-feira, o carro teria permanecido na garagem da casa do policial, que ontem foi ouvido por colegas oficiais do serviço reservado e, em seguida, liberado do trabalho.
De acordo com Villa Júnior, o modelo da granada que explodiu não é igual às utilizadas pela Polícia Militar do Paraná. Também já está praticamente confirmado que o artefato teria sido fabricado no Brasil e é semelhante aos que são usados pelas Forças Armadas. Um oficial do 30º Batalhão de Infantaria Motorizada do Exército de Apucarana era esperado na tarde de ontem para analisar os estilhaços encontrados. A Polícia Científica também avaliou o veículo e os estragos provocados.
O subcomandante ordenou a abertura de um procedimento interno - uma sindicância ou inquérito policial militar - para apurar os fatos. Além disso, o fato também foi comunicado à Polícia Civil, que deverá fazer uma investigação paralela.


