Londrina - Uma granada explodiu na manhã de ontem dentro de um Santana pertencente a um policial militar de Londrina, que não teve a identidade divulgada. O carro estava estacionado no pátio da 4 Companhia Independente da Zona Norte quando houve a explosão. Ninguém ficou ferido, mas o veículo foi bastante danificado. A suspeita é de que o artefato estivesse escondido entre o assoalho e o tapete do lado traseiro direito.
Conforme o subcomandante da companhia, capitão Nelson Villa Júnior, os primeiros indícios sugerem que a granada tenha sido colocada já sem o pino dentro do carro. Ela não teria explodido antes porque o capacete (peça que impede ou ativa a detonação) continuou pressionado entre o tapete e o assoalho do veículo. ''Provavelmente, com a movimentação do veículo, trepidações e outros impactos, a granada tenha se movido e explodido'', comentou o capitão. O soldado havia estacionado o carro no pátio do quartel às 7h30 e a explosão aconteceu por volta das 8h30.
A força explosiva da granada abriu dois grandes buracos no assoalho do veículo e os estilhaços perfuraram a lataria do teto e da porta traseira direita e também os bancos. Os vidros todos explodiram. Houve um princípio de incêndio na parte de baixo que foi rapidamente controlado. Outros veículos que estavam próximos não foram atingidos.
O soldado relatou ao comando que teria comprado o carro há cerca de dois anos e garantiu que não era o dono da granada. Ele também declarou que não teria inimigos nem teria recebido ameaças recentemente. Como o policial atua em âmbito administrativo, há poucas chances da explosão ter relação com sua atividade profissional. De domingo para segunda-feira, o carro teria permanecido na garagem da casa do policial, que ontem foi ouvido por colegas oficiais do serviço reservado e, em seguida, liberado do trabalho.
De acordo com Villa Júnior, o modelo da granada que explodiu não é igual às utilizadas pela Polícia Militar do Paraná. Também já está praticamente confirmado que o artefato teria sido fabricado no Brasil e é semelhante aos que são usados pelas Forças Armadas. Um oficial do Exército de Apucarana era esperado na tarde de ontem para analisar os estilhaços encontrados. A Polícia Científica também avaliou o veículo e os estragos provocados.
O subcomandante ordenou a abertura de um procedimento interno - uma sindicância ou inquérito policial militar - para apurar os fatos. Além disso, o fato também foi comunicado à Polícia Civil, que deverá fazer uma investigação paralela.

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