Pela lei estadual 7957/84, a gralha-azul é declarada ave-símbolo do Paraná. Certamente não existe no Brasil outra ave tão ligada a um estado como esta. Como a araucária é considerada a árvore-símbolo do Estado, as duas acabam por estar intimamente relacionadas.
No Paraná existe uma lenda popular que narra a idéia de que a gralha-azul planta o pinhão, com o intuíto de recuperá-lo mais tarde em época de escassez. Mas a ave esqueceria onde os plantou, contribuindo assim para a recomposição das florestas.
De acordo com o livro ‘‘Gralha-azul: biologia e conservação’’, de Luiz dos Anjos, a gralha-azul realmente faz a estocagem do alimento. No entanto, ela não esconde os pinhões no solo.
Para Luiz dos Anjos, os imigrantes europeus que chegaram ao Paraná relacionaram a gralha-azul com as que existem na Europa.
Na natureza a estocagem de alimento não é algo fácil de ser observada porque a ave procura um local mais distante do grupo como esconderijo. Nas vezes que pôde ser observada a gralha-azul não escondeu o pinhão no solo e sim no alto das árvores, ou pelo menos, a uma altura superior a dois metros do solo.

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