A Polícia Militar apreendeu ontem em Maringá 40 mil tíquetes de vale-alimentação falsificados, que estavam sendo impressos na gráfica Maringá Formulários Contínuos, instalada na Rua São Domingos, no bairro Vila Morangueira. Quatro pessoas foram presas em flagrante - os dois proprietários da gráfica, os irmãos Zelson Sambato Junior, 31 anos, e Valéria Sambato, 28, e dois funcionários, Sandro Moreira da Costa, 24, e Roberlei Lopes Leite, 33 anos -, que estavam imprimindo as folhas de tíquetes.
O material apreendido e os suspeitos foram levados para o Departamento de Polícia Federal de Maringá. Há cerca de um ano, uma outra gráfica que funcionava no mesmo local, de nome Veza, foi fechada pela Polícia Civil. Na época, foram apreendidas dezenas de cédulas de identidade e CPFs falsificados.
Marcos NegriniFachadaGráfica onde o material foi encontrado, ontem, localizada no bairro Vila MorangueiraSegundo o serviço reservado da PM (P2), que investigava a gráfica Maringá Formulários Contínuos há 15 dias, os responsáveis pela falsificação são filhos do ex-proprietário da Veza. Os tíquetes pertencem à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), que avisou a PM sobre as falsificações. Segundo um tenente do P2, as falsificações são perfeitas e foram detectadas devido à numeração repetida.
‘‘Os Correios começaram a receber muitos tíquetes, um número bem acima dos distribuídos aos seus funcionários. Eles nos avisaram e nós iniciamos a investigação’’, explicou o tenente.
A falsificação era feita em papel-moeda e tinha até uma marca que só aparece com o uso de reagente químico. ‘‘Nós testamos com o reagente e realmente a marca d‘água aparece com nitidez. Mas achamos que a rede de falsificação abrange muito mais gente. Achamos até que, como esta gráfica (a Maringá) não está autorizada a usar papel-moeda, seus donos estejam pagando a outra gráfica para ter o papel’’, disse o tenente.
Ao todo, foram apreendidas cinco mil folhas de tíquetes (cada folha tinha oito vales). Como cada vale-alimentação tem valor de R$ 8,00, no total seriam jogados no mercado R$ 320 mil em tíquetes falsificados. Para invadir a gráfica, que ainda não foi fechada, a PM utilizou um mandado de busca e apreensão. Além dos tíquetes, a PM apreendeu também dezenas de caixas já impressas que poderiam ser utilizadas para guardar auto-peças da marca SKF (amortecedores).
Também foram apreendidos fotolitos que a polícia ainda não identificou. Hoje, a Polícia Federal deve determinar o fechamento da gráfica. A empresa tem 10 funcionários e estava em funcionamento há cerca de um ano.

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