Graciosa tem supresas desagradáveis ao turista
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sábado, 26 de abril de 1997
Da Sucursal 
Os turistas que descerem a Serra da Graciosa por trem, na próxima quinta-feira, quando volta a operar a linha de passageiros entre Curitiba e Paranaguá, vão ter algumas surpresas desagradáveis no caminho. Contrastando com as belezas naturais do trecho, diversas construções estão abandonadas e destruídas. Muitas residências que eram ocupadas por ferroviários da RFFSA hoje estão vazias, pichadas e depredadas.
A poucos metros da Casa Ipiranga, uma pequena represa recebe dezenas de pessoas que vêm para acampar nos finais de semana. A roda dágua está quebrada e as margens do lago estão repletas de lixo, como garrafas e embalagens plásticas. O local também faz parte do projeto Itupava, coordenado pela Secretaria Estadual de Cultura, e deve ser transformado em uma área para camping, com toda a infra-estrutura e segurança policial.
Segundo funcionários da rede que fazem segurança da ferrovia durante os finais de semana, atualmente a região é frequentada por usuários de droga e já houve diversos casos de afogamento.
InformatizaçãoSegundo o chefe do Escritório Regional da Rede Ferroviária Federal, Paulo Sidnei Carreiro Ferraz, com o processo de privatização e a informatização da Rede, o número de funcionários foi bastante reduzido. Nos últimos dois anos, o quadro de empregados no Paraná e em Santa Catarina passou de 5,4 mil para 3,5 mil pessoas. Depois da privatização, ficamos com apenas 25 funcionários para administrar o patrimônio, diz ele.
O patrimônio da Rede foi dividido em duas partes com a privatização - a operacional (oficinas, vagões, locomotivas e trilhos) foi arrendada. O restante dos imóveis continua sendo administrado pelo Escritório Regional da RFFSA, que está fazendo um programa de alienação. São 1,5 mil casas e 1,5 mil imóveis (como galpões e armazéns) que estão sendo colocados à venda para saldar os compromissos e débitos da Rede. No Brasil, as dívidas chegam a R$ 2 bilhões.


