O governo do Estado vai resistir em pagar a indenização fixada em cerca de R$ 400 mil - determinada judicialmente - à Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Segundo o secretário de Governo José Cid Campêlo, o governo aguarda uma comunicação oficial para entrar com recurso junto ao Supremo Tribunal de Justiça (STJ). ‘‘Esta é uma decisão provisória’’, observou Campêlo. Caso o governo seja definitivamente condenado a pagar uma indenização à universidade, poderá entrar com ação contra as pessoas que deram origem à indenização, ou seja, os estudantes que participaram do episódio ou os líderes da manisfestação. ‘‘Os responsáveis serão indicados após investigação’’, garantiu Campêlo.
A condenação do Estado a pagar a indenização, decidida dia 18 deste mês e divulgada apenas anteontem, refere-se a danos morais e materiais causados à Sociedade Paranaense de Cultura - entidade mantenedora da PUC. Os danos são resultado da invasão da universidade por estudantes, em 1992, como protesto pelo reajuste de mensalidades. Os estudantes ocuparam a PUC durante um mês. A condenação do Estado se deve ao descumprimento de ordem judicial que determinava o uso de força policial para a reintegração de posse.
Reação - O candidato ao governo pelo PMDB e ex-governador Roberto Requião reagiu com ironia à determinação da 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Paraná que condenou o Estado a pagar a indenização. ‘‘Vou mandar um ofício ao Vaticano reclamando para o Papa’’, disse Requião ontem em Londrina. A ocupação da universidade pelos estudantes ocorreu no mandato de Requião.‘‘A PUC deveria agradecer ao governo do Paraná por salvar a imagem da Igreja Católica no Brasil. A diretoria enlouquecida queria sangue, mas a questão foi resolvida sem violência’’, afirmou. O senador fez também um alerta aos pais de estudantes, dizendo que eles correm o risco de ver seus filhos presos no pátio da universidade.

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