Governo vai investir R$ 10 mi para reestruturar Polícia Militar
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quarta-feira, 12 de agosto de 1998
James Alberti 
O governo do Paraná terá que gastar R$ 10 milhões para reestruturar a Polícia Militar do Estado. Esse é o valor que consta de um projeto encaminhado para votação na Assembléia Legislativa, que prevê a contratação de mais 9 mil homens para a instituição até 2004. O projeto, segundo a assessoria da Assembléia, só deve ser aprovado no final do ano, pois o governo quer evitar a votação de projetos polêmicos antes das eleições.
O comandante geral da PM, coronel Luiz Fernando de Lara, disse que os R$ 10 milhões serão investidos no prazo de seis anos e meio, ou R$ 1,5 milhão por ano. Isso deve aumentar em 45% o efetivo que atua na Polícia Militar e no Corpo de Bombeiros, que hoje tem 20 mil homens.
Lara afirmou que a reestruturação vem sendo estudada desde o final de 1997. A intenção é descentralizar a atuação da corporação e aumentar a relação de policiais por habitante. Conforme o coronel, os recursos vão permitir a criação de seis unidades de sub-comando em Ponta Grossa, Maringá, Londrina, Cascavel, Região Metropolitana de Curitiba e Capital.
Estas unidades, segundo Lara, vão substituir o Comando do Policiamento da Capital e o Comando do Policiamento do Interior, as duas unidades de comando atuais. O projeto prevê a criação de oito novos batalhões, aumentando de 25 para 33 o total de unidades no Paraná. O grande problema da PM é o efetivo que está defasado. Iremos adequar o número de policiais ao crescimento da população, afirmou o coronel.
Segundo Lara, a proporção de policiais hoje na capital é de um para 1.250 habitantes. O número é pelo menos três vezes menor do que deseja o comando da PM. A defasagem teria ocorrido, segundo o coronel, por causa, principalmente, dos baixos salários. Um aumento, concedido pelo governo em 1996, teria reduzido o problema. O salário de um soldado hoje é de cerca de R$ 750,00, valor que atrairia os desempregados, disse Lara.
O ideal em Curitiba e cidades mais violentas, como Foz do Iguaçu e Paranaguá, é um soldado para cada 350 habitantes, proporção prevista pelo projeto. O número se aproxima do que a Organização das Nações Unidas (ONU) indica como ideal.
As cidades de médio porte teriam, segundo Lara, um PM para cada 500 habitantes, enquanto as pequenas ficariam com um homem por 700 moradores. Em outras, disse Lara, seria mantida a média atual do Estado, que é de um soldado para cada 1.250 habitantes.


