Governo vai gastar R$ 222 mi para reestruturar segundo grau
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terça-feira, 20 de maio de 1997
Elisa Marilia 
Da Sucursal
Kraw Penas/Folha de LondrinaEliane Marques: Professores poderão acompanhar todo o processoO ensino público de segundo grau está fragmentado, não prepara para o exercício da cidadania nem para o trabalho e não possibilita o pleno desenvolvimento do aluno. Para mudar esse quadro, a Secretaria Estadual da Educação prepara a reformulação total do currículo de 2º grau no Paraná. As informações são da chefe do Departamento de Ensino de 2º grau da secretaria, Eliane Rocha Marques.
O Banco Interamericano de Desenvolvimento já garantiu recursos de R$ 222 milhões para a reestruturação. O projeto de reformulação deve atingir todas as escolas de 2º grau do Estado já no próximo ano. A nova Lei de Diretrizes e Bases (LDB) dá abertura para esta reformulação e no Paraná algumas ações já vêm acontecendo desde o ano passado, com o Programa de Expansão, Melhoria e Inovação do Ensino Médio (Proem), constata Eliane.
Desde fevereiro deste ano, a Secretaria da Educação está promovendo seminários e debates para discutir as novas tendências mundiais da Educação. Os professores de 2º grau estão participando das discussões e poderão acompanhar todo o processo, diz Eliane.
Ontem, no Hotel Paraná Suíte, os coordenadores de equipes e assistentes do Núcleo Regional da Educação de Curitiba começaram a receber contribuições das instituições de ensino superior para a reformulação do currículo de ensino médio. A partir deste seminário, com especialistas em currículos, começam a ser definidas as novas disciplinas e os cursos de educação profissional.
Para que o ensino médio não se limite a preparar apenas para o vestibular, devem ser introduzidas disciplinas como filosofia e sociologia, e também novas tecnologias e informática. Temos que estimular o senso crítico, ensinar a pensar, a discutir e a participar, diz Eliane.
O ensino médio continuará com três anos de duração, centralizado na educação geral. Após este período os estudantes poderão optar por cursos de educação profisional, que podem durar de seis meses a dois anos. A Secretaria da Educação preferiu o esquema sequencial e não concomitante para que a educação geral tenha sempre um peso maior na formação das pessoas, explica Eliane.


