A Coordenadoria Estadual de Defesa Civil começa a distribuir hoje 100 mil telhas para os municípios do Estado atingidos pela chuva. A idéia é aproveitar a estiagem prevista pelo Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar) e cobrir as casas antes que volte a chover. Até o início da tarde de ontem, 18 cidades continuavam em situação de emergência, mas o número de desabrigados havia se estabilizado em 8.265 em nove municípios.
Apesar da melhora no tempo, o chefe da Divisão da Defesa Civil, capitão Loemir Mattos de Souza, informou ontem, em Curitiba, que a situação é crítica e que toda a estrutura envolvida nas operações de resgate continua em alerta.
Segundo Mattos, a Defesa Civil enviou ontem para União da Vitória, a 240 quilômetros da capital, na região Sul, dois mil litros de leite e 600 quilos de medicamentos e roupas. Para Fazenda Rio Grande e Almirante Tamandaré foram enviados 500 litros de leite, alimentos e roupas. ‘‘As remessas vão continuar até atendermos todos os pedidos, que só em telhas superam 154 mil unidades’’, disse.
A situação mais grave continua em União da Vitória, onde 7.515 pessoas foram expulsas de suas casas pela elevação do nível do Rio Iguaçu. A Defesa Civil informou que 655 pessoas estão nos 15 abrigos instalados em igrejas e pavilhões de exposições.
Segundo o coordenador técnico Ricardo Dragoni, as expectativas ficaram mais favoráveis na cidade depois que o Rio Iguaçu parou de subir, estabilizando-se em 7,13 metros desde as 5 horas de ontem. ‘‘A previsão é que se não voltar a chover com intensidade o nível das águas deve começar a baixar hoje’’, disse. A governadora em exercício Emília Belinati aproveitou que o clima melhorou para visitar as regiões mais atingidas pela chuva. Ontem Emília esteve em União da Vitória supervisionando o atendimento aos desabrigados.
Segundo a Defesa Civil Municipal, a prefeitura está realizando um projeto de relocação de 2,3 mil famílias que residem em áreas mais sujeitas aos alagamentos. Em alguns casos, os moradores já tiveram que deixar suas casas cinco vezes este ano, por causa das cheias do Rio Iguaçu. ‘‘Vamos pedir o apoio do governo do Estado para conseguirmos realizar o projeto de forma mais rápida’’, disse Dragoni.

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