Governo tenta fechar a
fronteira para imigrantes
Dos aeroportos mais visados, como de Miami e Nova York até a grande fronteira com o México, o governo dos Estados Unidos tem feito tudo para impedir a entrada de imigrantes ilegais no país. Só no ano passado, 170 mil ilegais foram deportados. O governo americano tem introduzido todo tipo de tecnologia para identificar criminosos e imigrantes que tentam atravessar a fronteira México-Estados Unidos.
O sistema chamado IDENT, baseado nas impressões digitais, é o mais novo aliado da polícia de fronteira. O sistema tem sido utilizado como uma espécie de banco de dados. Um porta-voz da imigração em Tucson, no Arizona, Rob Daniels, disse que o aparelho tem funcionado muito bem. ‘‘Com ele temos prendido os mais diversos tipos de delinquentes que tentam cruzar a fronteira’’.
Daniels revela que o sistema IDENT armazenou, desde outubro do ano passado, fichas de 290 mil delinquentes e de outros imigrantes ilegais que tentavam cruzar a fronteira. Todo esse material está em poder do Serviço de Imigração. O prontuário eletrônico inclui foto digital, impressões digitais e ainda marcas, tatuagens e cicatrizes do suspeito.
Há ainda um outro cadastro com informações sobre 1,3 milhão de pessoas que tentaram entrar ilegalmente nos Estados Unidos diversas vezes. Todo esse aparato para fechar a fronteira americana é resultado da cobrança de maior eficiência do Serviço de Imigração e da polícia de fronteira.
Dentro do país é grande a discriminação contra os imigrantes e o problema é antigo. Quando Albert Einstein imigrou para os Estados Unidos, na década de 30, ele foi questionado pela imigração sobre a que raça pertencia. Ele simplesmente respondeu: ‘‘Eu pertenço à raça humana’’. O inglês Charles Chaplin fez até um filme (O Imigrante) sobre a dificuldade de entrar no País.
Mesmo sendo conhecido como o país da liberdade, a divisão entre brancos e negros - e de hispanos - é histórica. No radicalismo da década de 50 nasceram entidades poderosas como a Ku Klux Klan, cujo objetivo é perseguir e enfraquecer a liderança entre os negros. Centenas de casas e até igrejas arderam em chamas.
A grande população de hispanos (entre os quais os brasileiros são classificados) é o fator novo desse choque racial nos Estados Unidos. Na Califórnia e no Texas, há a grande influência dos mexicanos; na Flórida, dos cubanos; em Nova York, dos porto-riquenhos; em outras cidades existe uma mistura de hispanos de todas as nacionalidades. Para desespero dos racistas brancos que tentam impor sua supremacia. (E.A.)

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