O governo do Estado não chegou a um entendimento sobre a transferência do Instituto Médico Legal (IML) de Londrina. A governadora em exercício, Emília Belinati (PFL), anunciou ontem, em Londrina, a mudança do instituto para um novo prédio, descartando os imóveis da Copel e da Avenida Arthur Thomas, citados anteriormente. Já o secretário de Estado de Segurança Pública, José Tavares, informou não ter conhecimento sobre o novo imóvel.
A governadora não quis revelar o local do imóvel, para evitar especulações, pois, de acordo com ela, o prédio ainda está sendo negociado com o proprietário. Mas ela garantiu que o prédio tem infra-estrutura adequada para abrigar o IML com tranquilidade. Emília informou também que foram nomeados esta semana quatro funcionários para atender o IML um psicólogo, um auxiliar de necrópisia, uma digitadora e uma secretária para o setor toxicologia.
A reportagem procurou Tavares, que, através da assessoria, disse desconhecer a nova opção. Ele acrescentou que o prédio da Copel, na Avenida Saul Elkind (zona norte), e o imóvel da Arthur Thomas (zona oeste) continuam sendo estudados. Em relação à transferência do instituto para o prédio da Copel, a secretaria aguarda uma resposta do presidente da companhia, Ingo Hubert.
O secretário-executivo da Polícia Civil do Paraná, Benedito Gonçalves Neto, informou ontem que a terceira opção está sediada na área central. ''Mais de 30 prédios foram estudados. Estamos analisando a transferência com calma porque a locação não pode ser de um ou dois anos. Teremos que mexer com toda a estrutura do prédio para receber equipamentos modernos'', afirmou. Ele destacou que as novidades serão divulgadas somente semana que vem.
A discussão sobre a transferência do IML se tornou pública em junho, quando o então chefe local do instituto, Rogério Eisele, pediu demissão. Eisele destacou que os principais problemas eram a impossibilidade de realizar os exames por falta de estrutura física para os equipamentos e o fato de oito geladeiras do necrotério estarem desligadas porque as instalações elétricas estavam precárias. (Colaborou Emerson Dias)

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