Governo suspende licitação da base náutica de Guaíra
Paulo Pegoraro
De Cascavel
O governo do Estado suspendeu a concorrência para exploração pela iniciativa privada da base náutica implantada em Guaíra (165 quilômetros a oeste de Cascavel), à margem do Lago de Itaipu, originalmente para as disputas dos Jogos Mundiais da Natureza, realizados em 1997. A abertura de propostas de empresas interessadas deveria ter ocorrido ontem, no próprio local. O processo foi suspenso porque descobriu-se, pouco antes, que a área é de propriedade da Empresa Binacional de Itaipu, da qual deveria ter sido obtida autorização para a entrega da base à iniciativa privada.
A área havia sido adquirida por Itaipu para a formação do reservatório da hidrelétrica, em 92, e cedida à Prefeitura de Guaíra, por comodato. A base construída ali, além de servir de estrutura para os Jogos, deveria estimular a prática do ecoturismo e esportes náuticos. Para a terceirização há a necessidade de anuência da binacional. A licitação, sem esta providência, foi um erro técnico admitiu ontem à tarde Roberto Carneiro, assessor jurídico da Ecoparaná, empresa ligada à Secretaria de Estado do Esporte e Turismo, responsável pelo processo.
Segundo Carneiro, a Itaipu já foi contatada e avalia a possibilidade de permitir que o processo licitatório seja retomado. Roberto Carneiro observou que houve mudanças na secretaria, com três secretários ocupando o cargo. Também houve mudanças na secretaria da Prefeitura de Guaíra, o que criou desencontros que, de qualquer maneira, não justificam a falha. O assessor jurídico relata que cinco empresas haviam retirado cópias do edital, mas não as identificou.
A Base Náutica de Guaíra tem 1,9 mil metros de área construída com instalações para eventos, gastronomia, e atracadouro de barcos. O lance mínimo era de R$ 5 mil com aluguel mensal de R$ 500,00. Ao longo do Lago de Itaipu, na chamada Costa Oeste, o governo construiu sete bases náuticas.





