Governo substitui militares por civis
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segunda-feira, 30 de maio de 2005
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Setenta e cinco civis e 50 policiais da reserva serão contratados emergencialmente pelo governo do Estado para substituirem policiais da ativa no atendimento das chamadas feitas ao telefone de emergência 190 em Londrina e em Curitiba. O número exato de substituições em cada cidade não foi informado pela assessoria da Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp).
O governador Roberto Requião justificou que as contratações são uma tentativa de suprir a carência de pessoal. Tarefa difícil, uma vez que apenas o 5º Batalhão da Polícia Militar (5º BPM), em Londrina, sofreu no mês de maio uma baixa considerável de 24 policiais, que foram presos ou afastados das ruas por envolvimento na morte do carregador Jamys Smith da Silva, 20 anos.
Os policiais substituídos no atendimento das chamadas telefônicas e no despacho das viaturas para atender ocorrências deverão ser deslocados para reforçar o trabalho de rua. É um primeiro passo, segundo Requião, para expandir também o Projeto Povo em Londrina. Parte dos contratados deverá atuar na Capital mas a Sesp ainda está avaliando as reais necessidades.
A contratação emergencial tem validade de um ano e está baseada em recente lei aprovada na Assembléia Legislativa. O governo pretende abrir concurso público para contratação de novos policiais no início do ano que vem.
No 5º Batalhão, 36 policiais entre atendentes, rádio-operadores e um chefe trabalham diariamente no centro de operações (Copom), em turnos de 12 horas. A PM não informa o efetivo atual do município, alegando questões de segurança. Com relação ao Projeto Povo, cuja filosofia é o policiamento comunitário, o oficial de ligação, tenente Sidnei Fernandes Garcia, precisou que cinco bairros são atendidos atualmente: Jardim Igapó (Zona Sul), conjuntos Parigot de Souza e Lindóia (Zona Norte), Jardim Bandeirantes (Zona Oeste) e Jardim Califórnia (Zona Leste).
Garcia destacou que como boa parte do efetivo de Londrina já foi capacitada para o policiamento comunitário, os policiais que hoje atuam no Copom poderiam ser imediatamente remanejados para ampliação do Projeto Povo em outros bairros.


