Campo Mourão O governo do Estado não aceitou o projeto das faculdades estaduais de Campo Mourão (Fecilcam) e de Paranavaí (Fafipa) para que fossem unificadas e transformadas na Universidade Estadual do Noroeste. Com a decisão, fica mantida a idéia inicial de anexar as duas faculdades à Universidade Estadual de Maringá (UEM).
A recusa foi anunciada anteontem à noite pelo secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldair Rizzi, em telefonemas aos diretores das duas faculdades. ''Ainda falta passar pela Assembléia Legislativa. Mas acho difícil que isso seja revertido'', disse o diretor da Fecilcam, Rubens Sartori.
Sartori afirmou que a prioridade agora é conhecer o projeto de anexação e negociar para que o processo seja o melhor possível para a comunidade acadêmica. ''Vamos lutar para termos orçamento próprio e não ficarmos dependentes de recursos da UEM'', frisou.
A vice-diretora da Fecilcam, Sinclair Pozza Casemiro, chorou ontem de manhã ao comentar a rejeição do governo. ''Ainda acredito que essa decisão possa ser revertida'', anunciou. De acordo com ela, no caso da anexação com a UEM, é preciso definir para que Campo Mourão fique como campus e não uma simples extensão de Maringá. ''Isso não podemos aceitar de jeito nenhum'', destacou.
O reitor da UEM, Gilberto Pavanelli, não quis comentar a decisão do governo. Ele disse que, quando esteve em Curitiba, na semana passada, o assunto sobre a reorganização das faculdades foi tratado de forma superficial e até ontem a universidade não havia recebido nenhum comunicado oficial. Para ele, a discussão ainda é prematura.
Fecilcam e Fafipa têm, juntas, 4,8 mil alunos em 20 cursos de gradução e trabalham com um orçamento anual de R$ 5,5 milhões. (Colaborou Marta Medeiros)

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