Marcos NegriniAs obras foram retomadas, depois de algumas adaptações no projetoO governo do Estado retomou a obra da Usina do Conhecimento de Maringá, que já deveria estar concluída. Quando o projeto foi lançado, em março, a previsão era de entregar o prédio em quatro meses. Segundo o engenheiro Guaraci Ramos, chefe regional da Secretaria de Obras, o projeto passou por algumas modificações e a construção ficou em ritmo lento por alguns dias. Ele disse também que o excesso de chuvas nas últimas semanas tem atrapalhado o cronograma da obra.
Segundo Ramos, a Usina do Conhecimento de Maringá deve estar concluída em fevereiro, antes do início das aulas na rede pública. Ele calcula que pelo menos 40% do projeto já está pronto. O prédio terá cerca de 500 metros quadrados de área construída e fica dentro do Bosque 2, com 59,4 hectares, a maior reserva de mata nativa do município.
Para liberar a construção da usina no Bosque 2, o Legislativo mudou o Plano Diretor de Maringá, que impedia prédios dentro das reservas públicas. O projeto foi inserido no Plano de Manejo do Bosque 2, que prevê a recuperação dos pontos de erosão na mata e a abertura do parque para visitação pública. As obras do plano estão paralisadas e há mais de 10 anos a reserva é fechada ao público. Para a construção da usina, não foi preciso derrubar nenhuma árvore.
Segundo um dos coordenadores da implantação do projeto em Maringá, Carlos Sica de Toledo, a intenção do governo do Estado é de criar um programa de Educação Ambiental. Por isso, a opção pela obra dentro de uma reserva nativa. Ele explica que a usina vai oferecer ainda outros cursos alternativos aos estudantes, que estão sendo elaborados conforme a necessidade geral das escolas.

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