Depois de se reunir com o reitor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Pedro Gordan, e de receber um fax com garantias do comando grevista, o secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Ramiro Wahrhaftig, reviu sua decisão. Ele aceitou receber seis integrantes do comando de greve das universidades estaduais, hoje à tarde, no prédio da secretaria, em Curitiba.
Segundo Wahrhaftig, o comando garantiu que não haverá manifestações. Na carta, os grevistas pedem que o secretário torne pública a proposta de revisão no Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS). Mesmo assim, o secretário continuou argumentando que a greve é ‘‘desnecessária’’, porque o Estado não tem condições de oferecer nenhum índice de reajuste aos servidores por causa da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). ‘‘O Estado está em cima do limite de comprometimento com a folha de pagamento (60%) e qualquer índice pode ser considerado nulo, caso a arrecadação não corresponda’’, precisou.
O secretário solicitou ao reitor da UEL a lista de presença dos servidores da UEL e disse que a receberia até hoje. ‘‘Com a lista, ficará claro que os servidores grevistas assinam o ponto (sem trabalhar) e isso dá margem a processos administrativos e até exoneração’’, disse Wahrhaftig. Segundo o secretário, de setembro até dezembro, o Governo do Estado repassou R$ 42,4 milhões à UEL, R$ 33 milhões à Universidade Estadual de Maringá (UEM) e R$ 12, 2 milhões à Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste). Como não estão em atividade, isso caracterizaria ‘‘crime contra o patrimônio público’’. Uma intervenção, segundo Wahrhaftig, seria extremamente complexo e pouco oportuna nesse momento.
O reitor da UEL, antecipou que só enviará a lista de presença da instituição ao secretário mediante solicitação judicial, pois considera que a greve é um direito legítimo dos servidores. ‘‘Essa é uma questão de foro íntimo e não me sentiria bem passando a lista’’, garantiu Gordan. Ontem também, o reitor teve uma ‘‘conversa de esclarecimentos sobre a paralisação’’ com a vice-governadora, Emilia Belinati (PFL). Ela teria manifestado o desejo de pôr fim à greve.

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