A Polícia Militar (PM) está fazendo um levantamento de todo o seu efetivo nos 399 municípios paranaenses visando corrigir as distorções. Na avaliação do secretário estadual de Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, o mapa de distribuição dos policiais militares ''está equivocado''. As áreas mais deficitárias são Região Metropolitana de Curitiba (RMC), Londrina e Foz do Iguaçu.
Delazari exemplificou que na RMC existiria um policial para cada grupo de 1.500 habitantes enquanto que, em Cornélio Procópio, essa relação seria de um PM para cada 660 habitantes. A assessoria do secretário destacou que a falta de efetivo é generalizada e que o governo estará contratando 1.300 PMs até o final do ano.
A assessoria do Estado Maior da Polícia Militar informou que o levantamento com as maiores discrepâncias não teria condições de ser aprontado para ontem. No comando do 5º Batalhão da PM, em Londrina, todos os setores que poderiam informar a situação local estavam em reunião e não atenderam a reportagem.
Num balanço semestral da sua pasta durante a reunião da ''Operações Mãos Limpas'', realizada ontem, Delazari apresentou um panorama das deficiências na área de segurança pública: falta de veículos, de recursos humanos e até de equipamentos de informática. Na avaliação do secretário, a situação chegou a esse ponto por causa da contenção de investimentos para a área nos últimos anos. ''A Segurança Pública não foi priorizada e a população sofre com essas distorções'', comentou o secretário em matéria da Agência Estadual de Notícias (AEN).
Segundo a agência oficial, o efetivo da PM no Estado sofreu uma redução de quatro mil homens nos últimos oito anos, caindo de 20 mil para 16 mil policiais atualmente. O secretário comentou que essa redução repercutiu de forma negativa na área de segurança pública porque aconteceu justamente num período em que as cidades paranaenses cresceram, ''com a promessa das novas indústrias criarem mais empregos''.
Delazari disse ainda à AEN que o governador Roberto Requião (PMDB) liberou R$ 8 milhões para a compra de veículos para a PM e vai solicitar mais R$ 4 milhões junto ao Departamento de Trânsito (Detran), através do Fundo de Reequipamento de Trânsito (Funrestran), para a compra de carros. O governador também estaria negociando junto à montadoras cessão de veículos em troca da antecipação do pagamento do ICMS.

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