Governo quer novas parcerias
Marcos Zanatta
A Secretaria de Justiça quer fazer parceria com empresas da iniciativa privada para garantir trabalho aos detentos das penitenciárias estaduais. Na Penitenciária Estadual de Maringá (PEM), onde quase 70% dos presos trabalham ou estudam, falta espaço para ampliar as atividades oferecidas aos internos. Conseguimos atrair empresas da iniciativa privada e programas públicos para garantir ocupação aos presos, comemora o diretor da PEM Antonio Tadeu Rodrigues. Ele lamenta a falta de espaço para mais detentos trabalharem.
A maior parte dos presos, segundo Rogrigues, quer trabalhar para reduzir a pena. Mas a ocupação é um ponto positivo para manter os internos valorizados, explica. Além dos que fazem algum serviço na cozinha ou faxina, boa parte faz trabalhos manuais, produtos para empresas de fora ou produzem mudas no viveiro. Os que estudam também têm redução na pena. Acho melhor o preso estudar do que fazer faxina, diz Rodrigues. Ele afirma que está buscando ajuda para fazer um mezanino em um dos pavilhões, o que vai permitir novas atividades.
Falta espaço também para os que têm interesse em trabalhar direto com a terra, no viveiro e na horta. Dos 346 detentos, apenas 26 vão para o viveiro todos os dias e conseguem produzir entre 140 a 150 mil mudas de espécies nativas por ano. Todas as mudas vão para o programa de Viveiros Municipais. Cada três dias trabalhados garante ao preso um dia a menos na pena. As mudas saem apenas germinadas da PEM, e vão para um viveiro mantido pela Prefeitura de Maringá, de onde são repassadas a produtores. Hoje estamos atendendo vários municípios da região, revela Jorge Luiz Marques, que trabalha na Secretaria de Indústria, Comércio, Turismo e Agricultura.
Para o detento Aparecido Eliazer da Silva, 49 anos, condenado a 22 anos por latrocínio, o trabalho no viveiro é uma forma de se sentir livre. Ele foi criado no campo, trabalhava em uma madeireira e está há três anos na PEM. No período sempre trabalhou no viveiro e já conseguiu reduzir a pena em um ano. Trabalhando a gente se sente melhor e mexendo com a terra esquece que está preso, afirma.





