O Sindicato dos Agentes Penitenciários e o secretário da Justiça do Paraná, Pretextato Taborda Ribas, negociavam, ontem à noite, uma forma de aumentar o número de agentes nos principais presídios do Estado. Com a greve da categoria, iniciada em 31 de maio, o sindicato mantém apenas um terço dos trabalhadores nas unidades, o que aumenta a insegurança e a possibilidade de rebeliões e fugas.
Iniciada às 19 horas, a reunião prosseguia até o fechamento desta edição. O sindicato propunha reconduzir ao trabalho 100% do efetivo na Prisão Provisória de Curitiba, no bairro do Ahú, e nas penitenciárias estaduais de Londrina e Maringá. Essas três unidades viveram situações de tensão no final de semana, em virtude do pequeno número de funcionários.
Nos demais presídios, o sindicato propõe manter o efetivo de um terço dos trabalhadores. A exigência da secretaria era de que metade dos funcionários seja mantida no trabalho em todas as unidades. Outro ponto em negociação era a exigência do sindicato de que o Estado não abra processos administrativos contra os oito agentes que abandonaram o plantão na prisão do Ahú, domingo, alegando falta de segurança.
Isso ocorreu depois que parentes dos presos promoveram uma manifestação e queimaram as faixas carregadas pelos grevistas, devido à ameaça de suspensão das visitas, em decorrência de uma tentativa de motim, na noite anterior.

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