Curitiba Começa, hoje, em Curitiba e Foz do Iguaçu, uma pesquisa inédita no Paraná, que pretende levantar o perfil das vítimas da violência e servir de subsídio para complementar os dados do Mapa da Criminalidade. Os pesquisadores irão de casa em casa, especialmente nas regiões consideradas críticas, para aplicar os questionários. Na Capital, serão entrevistadas 4.260 pessoas e em Foz aproximadamente 700, o que equivale a cerca de 4% da população de cada cidade.
''É uma tentativa de aferição da real situação da criminalidade no Estado'', afirmou o coordenador do programa de Geoprocessamento da Secretaria de Estado da Segurança Pública, Marcelo Jungend. Serão levantadas informações das pessoas que foram vítimas de algum tipo de crime ou violência, relatados ou não à polícia. Segundo ele, a subnotificação das ocorrências chega a 40% dos casos. ''Mas esse é um dado empírico'', reconheceu.
A ''Pesquisa de Vitimização'', como foi batizada, está sendo realizada em parceria com o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), com apoio e consultoria da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A metodologia aplicada no Paraná foi desenvolvida a partir de levantamento realizado em Belo Horizonte (MG).
O formulário vai abordar o perfil do entrevistado, informações sócio-econômicas sobre os vizinhos, tipo de violência sofrida, além de pedir uma avaliação sobre o trabalho policial. A orientação é de que as pessoas recebam apenas os pesquisadores que estiverem com o crachá de identificação e uma carta de apresentação assinada pela Secretaria da Segurança Pública, pelo Ipardes e também pelo governo do Estado. Em caso de dúvida, as pessoas podem telefonar para o (41) 351 6345 (dias úteis) ou 8137-4833, nos finais de semana.

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