Governo propõe parceria com empresas
Governo propõe parceria com empresas
Iniciativa privada vai manter unidades para formação educacional; governo do Estado inaugura hoje a Usina de Maringá
Da Redação
Jorge EderPioneiraUsina do Conhecimento de Londrina, primeira a entrar em funcionamento: mais de 800 alunos atendidos O sucesso da Usina do Conhecimento, projeto do governo do Paraná inédito no Brasil, está atraindo o interesse da iniciativa privada.
Nos próximos meses, os coordenadores do projeto pretendem fechar parcerias com empresas, que vão passar a ser as mantenedoras das usinas. A receptividade é excelente, diz Sueli Moraes Seixas, coordenadora-geral do projeto.
Sueli só não quer ainda divulgar nomes. A Usina Central, responsável pelo programa, já conta com a parceria de O Boticário e Banco Real.
O papel do Estado é ser o grande motivador, incentivador do conhecimento. Vai caber à comunidade dar continuidade e auto-sustentar as usinas , diz a coordenadora.
Hoje, o governo do Paraná inaugura a quarta usina, desta vez em Maringá. A unidade tem 572 metros quadrados e custou cerca de R$ 250 mil.
Além de Maringá, a usina já funciona em Guarapuava, Ponta Grossa e Londrina.
Outras três plantas já estão em construção: Toledo, São José dos Pinhais e Santa Helena.
Já há convênios assinados para mais três (Pato Branco, Araucária e Francisco Beltrão) e estudos para instalação em Rio Negro, Irati, Campo Mourão e Paranavaí.
Até o final do ano, a expectativa da coordenação geral é ter 10 usinas funcionando.
Segundo a coordenadora, o projeto prevê a transformação das usinas em sociedades civis sem fins lucrativos.
A partir daí, elas passam então a ser geridas pela comunidade em parceria com a iniciativa privada.
O conceito de administração tem respaldo no próprio objetivo das usinas, que é o de um centro de produção de conhecimento cujas metas e objetivos devem ser definidos pela própria comunidade.
As usinas funcionam como laboratórios de conhecimento e educação não formal. Atuam na suplementação do ensino formal. A proposta pedagógica das usinas é dividida em três eixos: ciência e tecnologia; comunicação e informação; arte, cultura e lazer.
Para cada eixo a coordenação estabelece um elenco básico de oficinas. Na área de arte e cultura, por exemplo, há oficinas de carpintaria e maquiagem para teatro. Na de informação, informática para criança e Internet na educação.
A partir das oficinas básicas, a comunidade pode propor desde oficinas alternativas até oficinas novas. É o caso, por exemplo, da Usina de Londrina, onde a própria comunidade propôs a formação de uma orquestra.
Para Sueli Seixas, as oficinas estão funcionando como alavancadoras de conhecimento nos municípios onde já estão instaladas.
Isso ocorre porque, além de ser um local concentrador de conhecimento e de multiplicador de idéias, as usinas também dispõem de equipamentos de última geração, como computadores para editoração eletrônica.
Nós já estamos produzindo até livros, como é o caso da Usina de Guarapuava , diz a coordenadora.





