O chefe da Casa Civil Alceni Guerra disse ontem à tarde que o governo do Estado vai propor a criação de uma universidade alternativa para Campo Mourão. A instituição, segundo ele, não seria estadual nem privada, mas contaria com a ajuda do governo do Estado. ‘‘Seria uma organização social de interesse público’’, disse Guerra durante entrevista à Rádio Colméia, de Campo Mourão, após receber uma comitiva de Campo Mourão.
Segundo Guerra, o novo modelo de universidade poderia funcionar através de um contrato de gestão com o Estado. ‘‘A instituição poderia receber investimentos de todos os governos e ter a ajuda de uma instituição forte, como é a Coamo (Cooperativa Agrícola Mourãoense), por exemplo’’, afirmou o chefe da Casa Civil.
Guerra disse também que essa ‘‘solução’’ já tinha sido discutida com o governador mesmo antes do veto à criação da Universidade Estadual da Comunidade dos Municípios da Região de Campo Mourão (Unescam), que havia sido aprovada em junho pela Assembléia Legislativa. O chefe da Casa Civil disse que o governo não é contra a criação de uma universidade em Campo Mourão, mas que o veto teria sido uma ‘‘necessidade legal’’.
‘‘O Estado já atingiu o máximo que pode com gastos com pessoal’’, disse Guerra. ‘‘Uma nova universidade estadual não é possível neste instante e esta é a razão do veto’’, disse. O secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Ramiro Wahrhaftig, que também recebeu a comitiva de Campo Mourão, disse, na mesma entrevista, que o Estado já investe atualmente 11,5% da arrecadação do ICMS com o ensino superior.
‘‘Temos que encontrar alternativas de parcerias’’, afirmou o secretário. Wahrhaftig afirmou que o governo vai formar um grupo de trabalho para definir a criação desse novo modelo de universidade. Ele já adiantou, no entanto, que o Estado dará apoio à criação de novos cursos nas áreas tecnológicas. Wahrhaftig chegou a dizer que fará ‘‘todos os esforços’’ para que sejam implantados em Campo Mourão, já em 2001, os cursos de engenharia eletrônica e mecânica.

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