A Polícia Militar deverá concluir até o fim do ano os procedimentos para a contratação de 500 policiais para o novo Batalhão da Fronteira. Os novos PMs vão passar por treinamento e serão alocados nos municípios da região Oeste, de acordo com o secretário da Segurança Pública, Reinaldo de Almeida Cesar, durante recente reunião do Gabinete de Gestão Integrada da Fronteira (GGI-Fron) em Foz do Iguaçu.
Além da Região Oeste do Estado, ainda não foi definido quais as regiões do Estado vão ser priorizadas pelo programa Paraná Seguro. Lançado pelo governo estadual, o programa promete reforçar em R$ 500 milhões o orçamento de segurança no Paraná neste ano e de imediato contratar 2 mil policiais militares que já fizeram concurso público (em 2009) e também 670 investigadores da Polícia Civil, além de promover concurso para contratação de 40 delegados em outubro.
De acordo com o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Marcos Teodoro Scheremeta, todo o Estado está carente de investimento, mas serão priorizadas as áreas mais críticas. ''A necessidade é grande, por isso estamos trabalhando com muita pressa. Em breve vamos chamar os aprovados no último concurso público da PM. Já conversamos com a UEL (Universidade Estadual de Londrina), que organizou o concurso para fazer as chamadas, mas é um processo burocrático, depende da liberação do orçamento.''
Segundo o coronel Scheremeta, estudos com os locais que serão priorizados pelo programa serão divulgados nos próximos dias.
Em Londrina, lideranças da Polícia Militar, Civil e também da comunidade, estão esperançosos com o programa. Para o delegado-chefe da 10 Subdivisão Policial, Márcio Amaro, a expectativa é grande para ampliação do efetivo. ''A fim de trabalhar contente e oferecer o serviço do tamanho de Londrina seria necessário pelo menos dobrar o efetivo da Polícia Civil na cidade'', afirmou Amaro.
Atualmente a cidade conta com 70 investigadores, 13 delegados, 24 escrivães e 14 auxiliares de carceragem. Segundo o delegado, uma das medidas do programa prevê a transferência da administração da carceragem de delegacias e mini presídios da Secretaria de Segurança Pública (Sesp) para a Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (Seju). Isso permitirá, de acordo com Amaro, que ''cerca de 20 policiais poderão passar a atuar na rua.'' ''Em Foz do Iguaçu e Paranaguá já foi implantado e a próxima deve ser o 2º DP em Londrina.''

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