Governo promete parque para este ano
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sexta-feira, 30 de agosto de 2002
Alexandre Palmar<br> Equipe da Folha 
Foz do Iguaçu - Depois de cinco anos de atraso, o Parque da Barragem pode ser concluído neste ano pelo Governo do Paraná. A mais nova garantia foi dada ontem pelo secretário estadual de Meio Ambiente e Recursos Hidrícos, José Antonio Andreguetto, durante visita ao polêmico complexo ambiental e turístico, localizado em Foz do Iguaçu.
Ele foi enfático ao dizer que o parque - previsto para ser entregue em 1997 para ser usado nos Jogos Mundiais da Natureza - ''será inaugurado em 20 de dezembro deste ano''. O atraso é decorrente de interrupções por falta de recursos, troca de empreiteiras, falta de licença ambiental e suspeita de desvio de dinheiro.
O ex-secretário de Meio Ambiente Hitoshi Nakamura foi condenado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) a devolver R$ 20 milhões aos cofres públicos. O réu entrou com recurso, que recebeu parecer favorável do conselheiro Quiélse Crisóstomo, embora o TCE já tivesse desaprovado as contas da obra após constantar in loco irregularidades na estrutura.
A análise sugere responsabilidade aos ex-secretários de Meio Ambiente e de Esporte e Turismo Osvaldo Magalhães dos Santos, morto há quatro anos. Para Crisóstomo, deve ser condenado quem administrou o dinheiro. O parecer depende de votação dos conselheiros.
Segundo Andreguetto, faltam 10% dos serviços executados pela Construtora Redran. O Parque da Barragem tem uma área total de 315 hectares e canais artificiais com 4,8 mil metros de extensão, que ligarão o Lago Itaipu ao Rio Boa Vista (afluente do Rio Paraná) e também serão usados para práticas esportivas.
O objetivo maior é permitir a subida dos peixes do Paraná ao reservatório. A prática foi interrompida com a construção da barragem da Itaipu Binacional. Se concluído, o canal será o maior corredor artificial do mundo para trânsito migratório da fauna aquática fluvial.
Estudos da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e Itaipu Binacional garantem que das 80 espécies existentes na região no Rio Paraná, pelo menos 30 necessitam do canal para piracema.


