Curitiba - O rigor pretendido na punição dos motoristas, que dirigem depois de beber, com a implantação da Lei Federal 11.705/08 - ou Lei Seca, como foi batizada - pode estar esbarrando na falta dos equipamentos de fiscalização. Segundo o Batalhão de Polícia de Trânsito (BpTran), Curitiba tem oito bafômetros (ou etilômetros), mas apenas três estão em uso.
Ontem, o secretário de Estado da Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, garantiu que estaria em andamento um processo de registro de preços de 5 mil bafômetros para equipar a Polícia Militar (PM) em todo Estado. Em uma primeira etapa, seriam adquiridos mil equipamentos e a licitação seria internacional. ''Se tiver necessidade, vai ser um por viatura. Vai ser tolerância zero'', destacou Delazari.
Em uma rápida pesquisa na internet, a FOLHA levantou que os bafômetros podem custar de R$ 400,00 a R$ 800,00, aproximadamente, dependendo do modelo. Considerando os preços de mercado, o investimento do governo pode variar de R$ 2 milhões a R$ 4 milhões. Os aparelhos usados na fiscalização de trânsito devem seguir as especificações do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) e passar por verificação metrológica anualmente, conforme determinação do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro).
A PM informou que o pedido para compra dos bafômetros foi encaminhada à Casa Civil - órgão do governo que se encarrega de apreciar as demandas e encaminhar para despacho do governador. A Casa Civil, no entanto, não confirmou o recebimento, até ontem. A Secretaria de Estado da Administração, segundo a assessoria de imprensa, também, não tinha conhecimento da solicitação.
O tenente Sílvio Cordeiro de Paula, da Comunicação do BpTran, disse que o uso de apenas três dos oito bafômetros faz parte da ''política de aplicação'' adotada pela corporação. Os equipamentos ficam com sargentos graduados, que auxiliam os oficiais. Dois acompanham as viaturas de atendimento a acidentes de trânsito e o terceiro na viatura que atua nas operações livres.
Cordeiro assegurou que o número de bafômetros tem sido suficiente para atender a demanda da Capital. Informou, ainda, que são realizadas duas operações diárias de abordagem de motoristas e, nos finais de semana, as operações que reúnem outras forças policiais, ampliando o tipo de fiscalização.

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