Governo promete brigar por licitação do Ahú
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quinta-feira, 20 de dezembro de 2001
Rosana Félix<br>De Curitiba 
Hoje a Secretaria Estadual da Segurança Pública deve recorrer da decisão que paralisou a licitação para permuta da Prisão Provisória de Curitiba, no bairro Ahú. O juiz da 3 Vara da Fazenda Pública, João Domingos Kuster Puppi, decidiu na terça-feira que o edital de licitação continha irregularidades e que precisava ser republicado. Por causa do feriado estadual de ontem, a secretaria ainda não foi notificada, mas pretende entrar com recurso assim que isso acontecer.
Puppi aceitou os argumentos do advogado Ruy Carneiro Teixeira, que representa os herdeiros do ex-presidente do Estado, Caetano Munhoz da Rocha. O juiz já havia concedido liminar suspendendo a licitação. O governo recorreu e manteve o processo. Os herdeiros questionaram o destino que iria ser dado ao terreno, já que o ex-presidente doou uma área de 7 mil metros quadrados onde hoje é a penitenciária. Para o advogado, a concessão para a iniciativa privada seria irregular.
O governo estava com pressa para finalizar a licitação, que já havia sido suspensa três vezes. A Subcomissão de Licitação pretendia confirmar amanhã o nome das empresas qualificadas a concorrerem pela área. Três empresas se apresentaram para concorrer na sexta-feira passada: a Engineering S.A, do Rio de Janeiro, a Matec Engenharia e Construtura Ltda., de São Paulo, e a DM Construtora de Obras Ltda., de Curitiba.


