Curitiba O Palácio Iguaçu prometeu atender pelo menos parte das reivindicações dos servidores do sistema penitenciário, que fizeram uma paralisação ontem. Representantes do sindicato da categoria reuniram-se ontem em Curitiba com membros do primeiro escalão, e conseguiram o comprometimento do governo em conceder reajustes daqui a dois meses e reverter a terceirização no sistema, através de concurso público ainda este ano.
Após uma manifestação em frente ao Palácio, os agentes penitenciários conversaram com o chefe da Casa Civil, Caíto Quintana, e com o secretário da Administração e Previdência, Reinhold Stephanes. Nova reunião ficou combinada para daqui a duas ou três semanas. ''Comunicamos ao sindicato a decisão do governador Roberto Requião (PMDB) de apresentar uma nova tabela de remuneração para o pessoal de apoio e execução'', disse Stephanes. Os 2,1 mil servidores penitenciários vinculados ao governo estão incluídos entre os 23 mil servidores das categorias de apoio e execução, que têm menores salários e por isso receberão ajustes. O custo extra será de R$ 5 milhões por mês.
Os agentes retomam o trabalho normal hoje. Ontem foram mantidos os serviços de alimentação aos presos e segurança nos presídios. De acordo com Valério Staback, diretor de Assuntos Jurídicos do Sindicato dos Servidores do Sistema Penitenciário, os dois motivos básicos da paralisação foram a promoção funcional e a questão salarial.

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