Governo pode comprar aparelhos para exame de DNA
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terça-feira, 21 de outubro de 1997
Londrina 
A Secretaria Estadual de Segurança Pública vai estudar a possibilidade do Instituto de Criminalística (IC) passar a fazer exames de DNA. A informação foi dada ontem pelo vereador Salvador Francisco (PSDB). Ele faz parte de uma comissão criada para defender a implantação de dois laboratórios - um em Londrina e outro em Curitiba - para identificações de paternidade. Cerca de 3 mil pedidos de reconhecimento de paternidade estão parados nas 148 comarcas do Estado, aguardando exame - só em Londrina são 400 processos.
Formada por representantes da Associação de Funcionários do Instituto de Criminalística do Paraná (Aficim), Câmara e Prefeitura de Londrina, a comissão esteve ontem em Curitiba em audiência com o Secretário de Justiça, Edson Vidal. Cada exame custa cerca de R$ 1,2 mil. A Secretaria de Justiça abriu licitação para a realização de 500 exames (R$ 600 mil), mas a comissão defende que, com menos recursos, é possível comprar os equipamentos e montar dois laboratórios para a Criminalística.
Segundo Salvador Francisco, o secretário explicou que o IC não está subordinado à Secretaria de Justiça. Mas ele afirmou que o processo de licitação pode perder a validade se um órgão do governo tiver condições de fazer os exames, contou.
Salvador Francisco afirma que a compra dos aparelhos ABI Pris-310 Genetic Analyzes ficaria em cerca de R$ 400 mil. Com a implantação dos laboratórios, todos os processos de reconhecimento de paternidade poderiam ser atendidos a um custo de cerca R$ 150,00 cada. O IC tem mão de obra qualificada e o Estado não teria nenhum ônus. Ao contrário: estaria equipando a polícia técnica que poderia utilizar o mesmo aparelho em investigações de crimes.


