Governo pensa em comprar terreno da Cadeia Pública
Paulo Ubiratan
De Londrina
Com dificuldades para terminar a construção da Cadeia Pública de Londrina até o fim do ano, o governo do Estado já pensa na possibilidade de comprar o terreno onde o prédio está sendo erguido. É que o área será doada pelo imobiliarista Luis Roberto Ferrari com uma condição: de que a obra termine até 31 de dezembro deste ano.
Quem se posicionou a favor da compra do terreno, localizada na zona sul da cidade, é o secretário de Justiça e Cidadania do Paraná José Tavares. Ele disse que a responsabilidade da obra é do secretário de Segurança José Cândido de Oliveira, mas que foi questionado sobre o assunto pelo secretário de Obras Augusto Canto Neto. A minha posição a respeito da Cadeia Pública se baseia numa questão de lógica, quando sabemos que dificilmente as obras ficarão prontas até o final do ano. Antes que nos tirem o terreno sou da opinião de comprá-lo, desde de que o preço seja justo, justificou.
A compra deste terreno vai acabar com o discurso de que o proprietário está doando o imóvel como num gesto altruísta, continua Tavares. O secretário questiona a doação, alegando que o proprietário Luis Roberto Ferrari teve grandes vantagens com isto, pois recebeu de graça toda uma infra-estrutura para lotear o resto do terreno. Conforme a escritura de doação, caso o prazo seja cumprido, o imóvel deverá retornar para Ferrari - com todas as benfeitorias que foram feitas. Procurado pela Folha, Ferrari informou que não queria se pronunciar a respeito até o vencimento do prazo estipulado na escritura de doação.
Atualmente, a obra está parada porque o Estado não repassou as verbas para a construtora Sial Engenharia, de Cascavel, responsável pelo trabalho. Conforme orçamento do Estado para 1998, estavam previstos repasses parciais até completar o custo final da obra, estimada em 2,8 milhões. O governo federal deveria repassar mais R$ 400 mil. Só que até ontem foram repassados somente R$ 130 mil.
Foram realizados apenas os serviços de terraplenagem, fundação e parte do vigamento de concreto externo. Pelo projeto original, para terminar o prédio falta ainda ser construído mais de 82% da obra. Em abril deste ano, o governador Jaime Lerner prometeu liberar a verba para dar continuidade, mas até agora não aconteceu.





